Segunda-feira, Março 28, 2011
djitu ka ten
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mentu
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Segunda-feira, Março 21, 2011
um ramu di flor na primavera

kal dia
ku n napara
sunha ku bo
an' kontan
kal noti
ki susegu
pa mi - falan
manduagada
bin tisin
konsolason
n kudji
un ramu
di poesia
na batenti
di nha porta
n pista flauta
di lungha
n kanta
amor bedju
ku mandjidu
na fundu mar
musika
di bu alma
nkanta
seu
sintinela
di
nha kudadi
bu suris
bafa
urbadju
kontentamenti
badja
dentru di mi
un gota
di primavera
ieri-eri
tchopot... totch
dentru di nha
korson
kerensa na bo
arnoba
n toka
poesia
n kanta poesia
n badja poesia
n djamu poesia
tok lungha kamba
(ma n ka diskisi bu tadju tambi)
21.03.2011
04.25
Adão Quade
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para uma leitura de No Compasso do Primeiro Passo de André Mendes*
"na eminência
da minha ausência
uns traços no tempo
a minha sombra deixou
para os leigos do meu convento
um canto do meu pranto
neste manto
que não dura tanto"
Anjo nosso de guarda velai por nós!
génio nosso da arte dai-nos a inspiração
e a divindade que seja poesia, fazei de nós o vosso servo. Ámen!
Custa tempo fazer poesia, custa suor escrever em versos. A poesia requer disciplina e dedicação, exercício intenso de percepção, de audição, de retenção e atenção a movimentações interiores e exteriores ao estímulo que nos rodeia. É preciso silêncio absoluto para a consagração, para a libertação do grito interior sufocante e a decoração do ambiente artístico captado pela nossa visão. E o poeta como observador do real objectivo remete a sua experiência do quotidiano para o laboratório a fim da sua purificação com retoques de tons e ritmos, musicalidades, condimentos que refinam o verbo, tornando-o mais líquido, saboreável, degustável antes de transformar-se em pó dissolúvel prestes para as núpcias do vento.
Eis a poesia que No Compasso Do Primeiro Passo nos apresenta, testemunhando a experiência do poeta, o legado que herdou da sua cultura literária que abrange temas inspirados no inconsciente colectivo guineense, as desilusões, os sonhos falhados, a esperança traída, a ambição e ganância dos fazedores da política, a pátria traída e aqueles que frustraram as promessas do combatente que sacrificou a vida, a juventude em prol da dignidade humana, sonhando com uma Guiné melhor onde houvesse pão para todos neste universo cheio de trigo.
O poeta vê um horizonte sem esperança no olhar das crianças cuja única certeza é o sofrimento das mães que se aguçam em pranto dos pássaros pressagiando rios de mágoas em que os débeis transatlantam sem canoas.
Passeando pelo No compasso Do Primeiro Passo, os números falam por si, são entidades autónomas e independentes nas delimitações dos territórios das palavras marcadas no interior dos versos. Cada data, cada dia, cada mês, cada ano, inscritos nos poemas que se lê no Compasso testemunha o papel do poeta como personagem não fictício mas real, participante na construção da identidade nacional guineense através da interiorização ou criação de uma memória historiográfica comum que nortearam o processo da emancipação e a afirmação da consciência político-cultural guineense que vai-se diluindo, absorvendo na livre interpretação da actualidade a partir da celebração, homenagem ou desapontamento, dependendo do ponto de vista dos opinadores, mas que de molde geral, a apartir leitura popular, são monumentos históricos que se tornaram mito e que, indissoluvelmente, vão-se propagando, solidificando, transformando-se em pedra basilar para a perpetuação dos signos definicionais.
Para além do simbolismo dos números (24, 14, 07…) edificados na construção do monumento da epopeia nacionalista guineense, os mitos dos heróis desconhecidos (BARTABAS) são evocados no poema bem como as figuras do universo sacro inscritos na crença tradicional; a sentimentalidade e a individualidade do sujeito são alguns dos lugares comuns convocados nesta obra, o que nos remete a catalogação dos traços românticos ou pós-românticos na medida em que os valores da nação são ressalvados e postos em relevo sem medida nem contenção das emoções e do sentimento de pertença a um espaço geográfico determinado:
"eu e a cantiga
o hino e a bandeira
minha fala e a liberdade
minha pátria e o carnaval"
O autor mostra-nos uma poética de indecisão, de incertezas, de revolta, do inconformismo, de auto-descoberta, de auto-consciência, de revelação e de denúncia da condição desumana do ser social a procura de melhor condição de vida.
Poetas! Ou continuamos a tradição ou rompemos. Ou continuamos meninos do mestre ou desafiamos o mestre e construímos a nossa própria escola, reformando os tradicionais ensinamentos, modernizando a instituição, proporcionando assim horizontes novos, sadios e naturais para novos discípulos que continuarão a escola até ao dia da sua inadiável ruptura. Não podemos adiar a palavra (Hélder Proença) e quem calará o poeta? É preciso o silêncio, silêncio total para o mundo escutar a voz que canta: "por isso quando o poeta fala o mundo ouve e a humanidade cala" - o silêncio universal! Pois não podemos alterar o percurso do mar... E nem se quer venhamos com interrogações retóricas! É imperativa a unidade. Pois, o tempo, como as ondas do mar, é fugaz, volátil e inconstante. Temos é que movimentá-lo, deixando traços para a posteridade!
Obrigado camarada Vasco Cabral e, a mãe do poeta também chorou no parto e a poesia nasceu!
Adão Quadé
Sacavém, 12/05/2010
*Prefácio do livro de André Mendes, No Compasso do Primeiro Passo, editado pela Euedito,2010, Lisboa
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Etiquetas: adão Quadé, André Mendes, no compasso do primeiro passo, prefácio
declarava-te
![]()
declarava-te
o amor
no mesmo sítio
no lugar de sempre
o nosso ponto
de encontro
onde trocámos
o primeiro beijo
e do mesmo jeito
com carinho
carícia
e ternura
neste monumental
circo de paixão
mesclado
com o aroma
do teu encanto fatal
Adão Quade
tertúlia
12.02.11
02:15
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Na quinta do poeta
na quinta do poeta
nas gavetas prenhes
apascenta-se ovelhas
rebanho de casta negra
besta assexuada
acorrentada à gravata
numa caneta feita
estaca espera-se a morte
para se regenerar
está calor
por dentro da coberta
e as luzes apagadas
espera-se o sopro do vento
para resgatar o sangue
no tinteiro coagulado
respira-se um ar podre
na taça da ressurreição
poesia geme moribunda
no antro de um vulcão adormecido
thalasa morre o mar
e a cidade torna-se porto
não suporto este maremoto!
Adão Quadé
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Etiquetas: adão Quadé, Guiné-Bissau, poesia
Quinta-feira, Março 17, 2011
Encontro de Poetas Guineenses - Odivelas
Depois de Angola, Brasil e Cabo-Verde eis que chega a vez de recebermos a Guiné-Bissau. Foi no passado dia 9 de Março, às 19h30, que decorreu a inauguração desta Feira, a qual foi subordinada ao tema: “Letras e Artes, hoje, na Guiné-Bissau”, havendo pequenas intervenções de:
- André Mendes, Adão Quadé e Emílio Lima (poetas), Francisco Regala (poeta e músico), Flaviano Mindela (escritor, artista plástico), Sydney Cerqueira (artista plástico), Tony Tcheka (escritor e jornalista) e Waldir Araújo (escritor e jornalista na RDP ÁFRICA/RTP).
Recorde-se que, na Biblioteca Municipal D. Dinis, até ao mês de Maio, serão ainda promovidas as seguintes feiras do livro:
Moçambique – 22 Março a 2 Abril
São Tomé e Príncipe – 5 a 16 Abril
Timor-Leste – 19 a 30 Abril
A iniciativa que realça a produção literária, destaca os autores lusófonos e promove o livro e a leitura no seio das comunidades, culminará com a Grande Feira do Livro de Autores Lusófonos que decorre, de 3 a 21 Maio, na Biblioteca Municipal D. Dinis.
De salientar que o Município de Odivelas promove, no mês de Maio, a III Bienal de Culturas Lusófonas, evento de relevo que enaltece e dissemina a produção artística dos 8 países da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa, nos domínios da dança, cinema, teatro e música.
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Sexta-feira, Fevereiro 04, 2011
Burbuleta bua lundju

burbuleta
bua lundju
na seu di nha sunhu
pa ronka saia
na dispidida
di lua
di paramaha sedu
na kintal
di urbadju
n kudji
flur
di no kerensa
n rasa poesia
n gardisi poesia
na lingu di poesia
korson
tisi noba
di un amor
sintidu stranhu
na bantaba
di un kurpu -
pitu krintchadu
puema arnoba
kamaradia
di flema
di dur
pa fadja
kontentementi
kudadi
di fidju matchu
na bentu
distinu
rabata-rabata
alma mandjidu
na bu udju
si nha sol
ka bin mansi mas
ampus! no labra lua
ku aza di burbuleta
disidju i na bo
poesia ta soronda
di mandurgada
Ndongle akudeta
17.05.10
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Sexta-feira, Dezembro 03, 2010
Mandurgada lan di polon
mandurgarda
na dispidida
di lan
seu ku tindji
pega partu
pa garan
di tchuba
mara kasamenti
tchon
ku lungha
i kubamba
kabas badjantadu
na tapada
di Djiba
mininu bonitu
i fidju di reglu
bo fadjantal
ku poesia
pa ka sol
saguial
mandurgada
bambu
polon
ku murtadja
di lan
kada fin di linha
bambaran
si un sunhu
bumbulum na djamu
artimanha
di fiadera
21.03.07. 00:05
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Segunda-feira, Novembro 29, 2010
André Mendes: No compasso do Primeiro Passo

Um livro de poesia escrito pelo jovem poeta guineense do "Djorson Nobu", vozes da nova geração da poesia guineense, editado pela Euedito em Lisboa cujo lançamento vai ter lugar no auditório da Fundação Cidade de Lisboa, no dia 4 de Dezembro de 2010.
Mais uma vez o espaço que acolheu o lançamento da tão esperada antologia dos jovens poetas da Guiné-Bissau vai ser palco para a apresentação e audição dos versos escritos pela pluma de André Mendes, actor e declamador, de pseudónimo Lagartixa, figura que tem marcado presença assídua nos eventos culturais realizados em Portugal junto da diápora guineense e, sobretudo nas jornadas académicas da Associação dos Estudantes da Guiné-Bissau em Portugal.
Foi num destes encontros que, pela primeira vez, tive o encantamento e admiração pelo personagem de Lagartixa a representar numa peça de teatro, no Centro Cultural de Belém (CCB), em 2005, na Semana Cultural Guineense organizada pela AEGB. Ndongle Akudeta
Dados biográficos
Nasceu aos doze dias do mês de Novembro do ano 1980. Ao longo dos vinte e três anos viveu no berço da poesia, a Guiné-Bissau Com 12 anos de idade já representava peças de teatro e récitas de poemas. Tudo começou na paróquia Santo António de Bandim onde fazia as representações bíblicas e declamações de salmos e assim por lá ficou durante vários anos a crescer enquanto actor e poeta.
Aos 19 anos foi convidado a entrar para o movimento cultural, «Brigada Cultural Estudantil» do liceu Dr. Agostinho Neto Movimento esse que o ajudou muito a crescer enquanto actor através das peças que apresentava nos liceus. Enquanto esteve no liceu, foi membro da federação de clubes da UNESCO da Guiné-Bissau.
Foi membro do grupo teatral «Os Fidalgos da Guiné» Representou a Guiné-Bissau, enquanto actor, na quinta estação da cena lusófona em Coimbra, no ano 2003. Fundador do grupo teatral «Kalmas di no Donas» em Dezembro de 2004,Portugal. Membro da coordenação do projecto literário da nova geração da Guiné-Bissau «Djorsom-Nobu».
Enquanto actor/poeta, trabalha ligado às associações de estudantes guineenses em Portugal, no âmbito cultural. Chamam-lhe de vários nomes mas o oficial é André Mendes embora com um pseudónimo de peso, Lagartixa.

PROGRAMA
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Segunda-feira, Novembro 29, 2010
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Segunda-feira, Maio 24, 2010
traços no tempo
Festa de poesia que testemunha a transmissão do legado cultural e literário de uma Geração nova marcando novos traços identitários da poética guineense moderna.

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Segunda-feira, Maio 24, 2010
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Segunda-feira, Março 22, 2010
Pamorama
versões de grua
cegonhas no telhado
céu engravidando
pássaros sem asas
escadas de emergência
varrada ladrilhada
a cor do sol
grito de golo
no final da partida
olhar ofuscando-se
no pensamento
A.Quadé
07.07.07
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Segunda-feira, Março 22, 2010
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Domingo, Março 21, 2010
Sempre...
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Domingo, Março 21, 2010
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