quarta-feira, junho 28, 2006

CONTRIBUTO NOTÁVEL


Por: Fernando Casimiro (Didinho)
25.06.2006

Apresentação do site www.bissauinvest.com

Inácio Bintchende, um cidadão guineense radicado na Eslovénia surpreendeu-me pela positiva, com a concretização de um projecto que verdade seja dita, não é fácil de realizar de um momento para o outro devido às dificuldades na obtenção de dados estatísticos sobre a Guiné-Bissau, por forma a suportar um projecto destinado à captação e promoção do investimento estrangeiro na Guiné-Bissau.
Em finais do ano passado, Inácio Bintchende deu-me conta dos seus planos, pediu-me informações sobre questões relacionadas com o investimento na Guiné-Bissau.
Inácio Bintchende avançou com o seu projecto, criou a empresa (GBI, LDA; significa Guine-Bissau investment) na Eslovénia e abriu uma delegação em Bissau.

GUINEA-BISSAU
GBI, L.D.A. Rua Vitorino Costa 46, 1º esq. (Novagráfica) Bissau, Guina-Bissau Tel.: +245 665 68 48Tel.: +386 1 564 23 06 (EU) Cel.: +386 41 243 825 (EU) EUROPE
GBI, L.D.A.Ljubljanska cesta 12F1236 Trzin Slovenia Working hours: Monday - Friday: 9 a.m. - 2 p.m.Tel.: +386 1 564 23 06 Fax: +386 1 564 23 06Cel.: +386 41 726 564 http://www.bissauinvest.com

Numa mensagem recente que me enviou, Inácio Bintchende dá conta do seguinte:
"Já estabelecemos a empresa na Guine-Bissau (GBI, LDA; significa Guine-Bissau investment).
Já estamos a promover investimento aqui na Eslovénia e vamos começar já com os estudos no domínio da agricultura, concretamente indústria de castanha de cajú e também em relação ao sector do turismo."
Parabéns Inácio!
Uma iniciativa notável sem dúvida, que merece encorajamento!
A Guiné-Bissau precisa do CONTRIBUTO honesto e positivo de todos os seus filhos onde quer que se encontrem!
Ao Inácio Bintchende e seus parceiros os meus votos de sucessos para o projecto que, pese embora ser de âmbito empresarial privado ter tudo a dar a ganhar ao nosso país!

http://didinho.no.sapo.pt




"A vida só tem sentido se, para além de nós, outros também puderem viver..."
Fernando Casimiro (Didinho)


http://didinho.no.sapo.pt

http://guinebissau.no.sapo.pt

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sábado, junho 24, 2006

Avaria técnica.... perdão!


Quero pedir desculpa aos meus caros leitores pela forma involuntária que alterou a estrutura confeccional do meu blogue. Isto porque queria no máximo partilhar convosco os desígnios do meu pensamento em versos. Só com o verso (e através dele) chegamos a um entendimento harmonioso e mútuo não obstante a distância e as diferenças que norteiam os nossos princípio ético-moral, desde que confessamos de qualquer modo um sentimento comum que não só é propriedade de quem o concebeu em palavra. Labor do poeta. Um simples dever humanitário.
O resto é só pedir desculpa a todos quanto as avarias no sistema informático, alterando o formato dos textos tornando insípida e fastidiosa a leitura e o deleite dos versos inscritos neste blogue, deixaram transtornados e privados da fruição plena das frutas colhidas no quintal pertencente a geração.

as minhas desculpas!

quarta-feira, junho 21, 2006

Ngumbe


N bua na pena di sukuru
pa bai mati kebur
na moransa di tchon-tchoman
kandia di didia mpasman
n burgunhu lunghada
ku panhan tchai
na kamaradia di sukuru medunhu

Mursegu gatu-pretu - lompam di menoti
n odja finadu n tchomal di meletcho
n kumbidal manxida na baxada
n odja Fengueto n saudau dembo
kasisa n sanal kuma mimi-saia

N kanta galu fuska-fuska
na prasa di siminteru
jardin di lakakon
flur di nha kundenka
n ta rabola na tumbulu
di nha mosidadi

Polon di Brá soronda na nha pitu
rumursu di nha pubis na regual!
sur di kombatenti
n kadjanta obulun

n toka siko ku aka
tambur ku bumba
n badja tchintchin na mina

siti riba dja pa Pisis
labanka ba Bisalanka
santchu rapada si po

N amiga ku sukuru
n burgunhu lunghada
n diborsia ku ratina di sol
Didu me ... i nha kumbosa
di djidiundadi
na Kanta Po na Gan-Palas

Ndongle Akudeta
DK 27.o4.99

terça-feira, junho 20, 2006

Fanadu di Djinton


na kal burdu ku no na singa
si mare na larsi pa djiba
no para no sugta kantiga di mar
no panti no djubi antu di no basamar

Urdumunhu i sakala na blama di bas
lingu di baka i fitu di panga kabas
oredja di purku bas di bumbulum
na bidjini bon kombersa
i uatcha-a-catcheu

No mundu farinha di siti malgos
pa neni sardia di kantakos
na dispidida di penghana
nkonkanabaka na bisalanka
i djumna-djumna na un pas kunfus

pe ku fidi lifanti ninguin ka odjal

Ndongle Akudeta
11.03.01

Ode a Thiès



Onde mora o sofremento
a inspiração se acalenta
o fogo em condimento
tempera a garganta

por debaixo das cinzas
arde o fogo coagulado
em chamas da revolução
Adão Quadé -Thiés 98

****
A monotonia das esteiras
sepultaram o meu corpo nas estrelas
com as cadências báquicas de gafanhotos
acordei imune a todas as lamentações

conspirei os dados na torre das bênções
brisas assobiando o hino nas acácias
silenciaram o meu envolvimento por votos
no tumulto sacudido pelo buzinar do comboio
guardado pelos embondeiros nas linhas férreas

Thiès mulher honrada mãe de duas mamas
árvore protectora das longas raízes africanas
mereces descansar no íntimo do meu sonho
Acolhedora nos teus gestos fora de hora
vejo-te trabalhadora incansável a cultivar
harmonias nas paredes das tuas entranhas
onde em grãos de centeio semeei um verso

na nuca do vento a mensagem é toda poesia
que se imprime nas mantas cinzentas e no gesso
que embrulham as almas inflamadas pelo regresso
as tuas ancas de antílope desenham a estética em envelope

e o leite que se bebe no copo é sangue em arrepio
profissão do baptismo a redenção dos mortos
alistamo-nos prontos ao tinir da sirene na oficina da vizinha

Abre-se a porta e marchamos sob o apito do Kayor
e o sol nos guiará na linha do progresso. Está calor!
espalham-se os cravos nas manhãs da emancipação
e brindamos com a tua lição em nome da geração

Adão Quadé
23.04.2002

20 de junho Dia Mundial do Refugiado



"Não há maior dor no mundo
Que a perda da sua terra natal
"
Eurípedes 430 a.C.

****
Guterres envia mensagem de esperança a refugiados

Nunca perder a esperança. É esta a mensagem que o alto-comissário da ONU para os refugiados pretende transmitir aos milhões de pessoas forçadas a abandonarem as suas casas um pouco por todo o mundo.

Na sua mensagem do Dia Mundial do Refugiado, que hoje se assinala, António Guterres sublinha a coragem e tenacidade destas pessoas que, apesar de terem perdido tudo, recusam baixar os braços.

Em comunicado divulgado no site do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Guterres reafirma a necessidade de encontrar uma solução para os 20,8 milhões de pessoas sob protecção da agência que dirige, 8,4 milhões das quais são refugiados. Para o alto-comissário, a prioridade passa por criar as condições de segurança necessárias ao regresso voluntário dos refugiados aos países de origem. Quando isso não for possível, estes deverão ser integrados no país de acolhimento ou encaminhados para um terceiro país.

Assinalado pela primeira vez em 2001, o Dia do Refugiado é este ano subordinado ao tema "Esperança". Numa mensagem gravada na Namíbia, a embaixadora da Boa Vontade do ACNUR, a actriz Angelina Jolie, sublinhou a necessidade de recordar o sofrimento dos refugiados, sobretudo mulheres e crianças.

Para hoje estão previstas inúmeras iniciativas. Em Genebra, na Suíça, onde está sediado o ACNUR, os edifícios públicos serão iluminados a azul - cor da ONU. O mesmo acontecerá em Camberra, na Austrália. Outros países assinalam a data com festivais de cinema, concertos ou competições desportivas.

Segundo os dados do ACNUR, o número de refugiados entrou em declínio nos últimos anos, contrastando com o aumento dos deslocados. No final de 2005, existiam 8,4 milhões de refugiados, o valor mais baixo desde 1980.

No ano passado, regra geral, todas as regiões registaram uma diminuição do número de refugiados, com excepção da África Oriental. Uma tendência que se fica a dever em grande parte ao conflito no Darfur (ver páginas seguintes) que, desde 2003, provocou pelo menos dois milhões de deslocados.

Nas últimas semanas, a situação na Somália tem causado grande preocupação. Com perto de 400 mil refugiados - fruto de 15 anos de violência e anarquia -, o país enfrenta a ameaça de guerra civil. A tomada da capital pela União dos Tribunais Islâmicos, no dia 5, veio acender os receios de confrontos entre islamitas e forças do Governo provisório.
Ontem, Guterres alertou para o perigo de um conflito poder levar centenas de milhares de pessoas a procurarem refúgio nos países vizinhos.

O ex-primeiro-ministro português viaja hoje para a Libéria, onde acompanhará a chegada de um grupo de refugiados vindos da Serra Leoa. Tendo abandonado o seu país para fugir à guerra civil que se seguiu ao derrube de Samuel Doe pelas forças de Charles Taylor, os primeiros liberianos começaram a regressar após as legislativas de 1997, mas rapidamente perceberam que o país não estava preparado para os receber. A Libéria tem agora a oportunidade de provar que aprendeu com os erros do passado.

Apesar de África ser o continente com maior número de refugiados, o Afeganistão continua a liderar a lista no que se refere a países. Palco de violentos conflitos ao longo da sua história, o Afeganistão viu grande parte da sua população procurar refúgio nos países vizinhos. Desde a intervenção americana e o derrube do regime talibã, em 2001, muitos regressaram, mas 1,9 milhões continuam à espera de regressar.

O mais grave caso de refugiados continua a ser, porém, o dos palestinianos. Entre 1947 e 1949 (ano da criação de Israel), cerca de 800 mil foram expulsos das suas casas. Hoje, são mais de 4,2 milhões dispersos pelo mundo. Um número de tal forma elevado que levou a ONU a criar uma agência especialmente para eles: a UNRWA.

Helena Tecedeiro
http://dn.sapo.pt/2006/06/20/tema/.html
Quem pode ser considerado refugiado?

De acordo com a Convenção Relativa ao Estatuto de Refugiado, um refugiado é uma pessoa que "receando com razão ser perseguida em virtude da sua raça, religião, nacionalidade, filiação em certo grupo social ou das suas opiniões políticas, se encontre fora do país de que tem a nacionalidade e não possa ou, em virtude daquele receio, não queira pedir a protecção daquele país..."

O principal instrumento internacional do direito de refugiados é um tratado com quase 50 anos cujo Protocolo entrou em vigor há quase 3 décadas. Durante este período, as causas dos fluxos de refugiados alteraram-se e, nos últimos anos, têm-se caracterizado principalmente por guerras civis e violência étnica, tribal ou religiosa. O ACNUR considera que uma pessoa que foge da guerra ou de situações com ela relacionadas, cujo Estado não quer ou é incapaz de proteger, necessita de protecção internacional, devendo ser considerada como refugiada.

Calcula-se que existam em todo o mundo cerca de 21 milhões de refugiados, dos quais 12,6 milhões são refugiados dentro dos seus próprios países de residência, em lugares como Darfur, Uganda e República Democrática do Congo, etc.
Entre as populações mais apoiadas pela ONU-ACNUR, destacam-se os afegãos (2,9 milhões), colombianos (2,5 milhões), iraquianos (1,8 milhões), sudaneses (1,6 milhões) e somalis (839 mil). (Dados referentes a 2005, ACNUR).
para mais informações sobre
Convenções relativas ao Refugiado e o seu Estatatuto consulte:

Convenção da OUA

segunda-feira, junho 19, 2006

Kudadi na kasa-garandi


Kurpu ndjitadu na tagua
djalidjali na tchikini tina
bas… bas…

sintidu ngarba ku kurpu di fitu
kudadi i na bambaran
ku na podrisi

Homi di kasa na tchalasia na kasadia
kuma gustu di kerensa
i mudju di kasa-dus

Na kasa-garandi
kuntangu
i kumpadri di dona-kasa

dinheru di fera i sigridu na kaneka di mankara
pa ngoda un-tiru na stangu di padida nobu
son mundu si soda ku pudi tustumunha

Kurpu sin sintidu
tina ndjita tadju
bas bas bas

djaldjali barsa
kudadi
di dona-kasa

Ndongle Akudeta
15.11.05

sábado, junho 17, 2006

Fala mantenha


(visão on-line do agradecimento)

From:Ndongle Akudeta Fri, 28 Nov 2003 17:36:35


Se um dia por descuido do tempo...
(nesta saga doentia de ceifar trigo
com a foice da colheita na época seca)
poesia feita foice lavro a terra —

alameda de versos

Como sou tão aéreo quando no espaço
e embalo-me ao encanto do contratempo

Se um dia — batendo a mão no peito —
abordado pela inundação ou avalanche
a chuva feita bambaram na noite iniciática de maio
enche o celeiro do meu pensar. Sou homem do campo
e com lamparam afundo estalactites e murmúrios do nevoeiro
e a cínica noite cobiçando a tapada da minha lavra

Se um dia por negligência tombar
na armadilha hostil de um vizinho
(meus olhos outrora laboratório...)
Se um dia – minha voz a entoar
no sarau dos ventos que se vão embora
quando ainda não é hora por cá fora...

Se um dia...ah!
Este meu devoto sentir patriótico
que se rima com o precipício
se se precipitar na vã direcção
povoada pelas memórias em ruínas
na busca frustrada da chave da civilização

Por eleição a selvajaria
preservando a pura sabedoria
no monocórdico hino
fúnebre que retumba

quando acordado e elevado
no altar aromático
com cheiro do carvão
fundido em cinzas

nestes recantos fatídicos
do amanhecer

liberto dentre o alvoroço
que festeja a morte — tumbas
fortuna tão cobiçado na corte!

Cânticos folclóricos em estandarte hastear
ao cume do monte onde deuses repousam
para luzir a linha viva da comunicação harmoniosa


Na hora de falar mantenhas
(sinos dobrando na capela)
estarei acordado no meio da rua
por onde passam bideiras com cabaças

de leite de vaca dormido e bem freco

ao lado da esquina onde a lua
trespassa a morna esperança
com a nata do seu olhar que lambe
os corações desfalecidos

Recusarei sim que as lágrimas
me apinhem a caixa de correio
se um dia por mero descuido baquear
na escada alva das condolências

tua ausência


Tua ausência
de repente

diminuiu a minha
frequência

menina és serpente

Sou demasiado acrobático
desfasado no romântico

enjoa-me o aromático
o render não é acaso

cuspo-me na areia
para te fazer sereia

gisela como gazela

custa novela fazé-la


03:15 - 28.01.01
Homem de Oliveira Carvalho

sexta-feira, junho 09, 2006

Geração de 98



Em Junho de 98 houve uma rotura no tecido socio-político e cultural. Não devemos nunca esquecer isso. Pois qualquer geração desabrocha-se no dealbar de uma rotura, marcando um novo ciclo no círculo cultural. Mesmo sendo embrionário, a sociedade não se deve alhear a este acontecimento.

Na madrugada de 7 de Junho, sem sombra de dúvida - a História julgará - nasceu em Thiés um movimento cultural cujos propósitos se eclipsaram no escombro dos bombardeamentos intensivos que pintaram a quadro artístico de Bissau. Tchuda Ntchama, Cícero Spencer, Benjamim da Siva, Úmaro Baldé, Adalberto da Costa, António da Costa, Ndongle Akudeta e os demais que participaram no monólogo da vaca desaparecida dos hangares que se constituíram em campo de refugiado de Thiés podem testemunhar este evento marcante na história da cultura guineense ( Eis o génese do Areth!).

Houve o germinar de um novo espírito, de uma nova visão, de um novo ângulo perspectivo na leitura dos fenómenos incestuosos que há décadas estancaram o percurso da mensagem geracional inscrito no diálogo ancestral na transmissão do saber a partir da Palavra, sinónimo do verbo no sentido da perpetuidade.
Este fenónome vai-se alargando até ao pós-guerra, culminando no apogeu de uma pléiade reclamando o renascimento cultural confessado à volta do Movimento Cultural Baloba de Djorson... Tomem a nota!

São estes poemas que, em Junho, quero revelerar de forma a dar expressividade aos trabalhos deixados - marcas e impressões - por estes jovens que "sob as cinzas da revolução reverbera a chama da paixão condimentada em vozes do sufoco na madrugada da metamorfose do verbo guilhotinado".

Adão Quadé

quarta-feira, junho 07, 2006

Kebur



n djumna tchon na kumura
n pabi lugar na prabis
labur di midju na bula ka munin
pa n pudi paga nha kinhon!

n sumia manfafa na mansaba
n uaga mpampanna farin
n monda kampada di mankara na kasamansa
pa n pudi paga nha kinhon!

Nha ermons ku gasidjadu na TCHIÈS
bo seta nha mantenha -
mantenha di nha púbis!
alanu la suma Deus kiri
inch’aláh… Deus ku ta bananu
i kubrinu es koresma ku si manta sagradu
KI NOBA DE BOS - AI… NDESAN!

KEBUR n puntau tambi
n mola dja nha NGHOROTO n na pera
n misti botau mon

BUMBULUN tcholonan di lundju
kuma es LUNGHA ku na djimpini tapada
i KANTA-PO na tchon malgos
n misti badja KUSUNDE na bisau
n disdja no NGUMBE

Nkinde na Braia
Ziguinchor 02.sept.92

Fax[ks]


Bo konta *********
strela *** na seu ******
****
kil *** *** *****
ku na sobra *****
**** i *****
di**************
******* mi*********
** **
*aos* dinoti* na* bin
*
Tchés
Ndongle Akudeta

Djugudjugu



udju-bibu di speransa
firkidja di bardadi
djongagu di no tchon
banbaran di sufrimenti
- distinu di nha púbis na bu mon!

kumbu di baguera brabu
gustundera di fonti di pindjiguiti
turpesa di lifanti matchu
na obulun di nubdadi
ku nburgudjanta tchon

djunda-djunda pa ardansa
djumbulimami na gan-kriol
baloberus garandi djuramenta
kuma si kontra i kafumban
- fluris badjuda bo konkanhi
dídia uan des kunfentu!

ma si kontra tambi…
bisianu katchu na mpampam
sombran kaminhu lundju di nha púbis

banoberu di nha djorson
djidiu di lungha nobu
botan banu na bisinhansa
tcholonan kanta-po na santa prasa



Nkinde na Braia
04.09.98

Tchon tchoman


Djungudu bas di polon di nha nosentasku
bentu madrasta pupan oredja
anta i sunhu o i ke
n dapil sin ruma mbludju
nin mampufa … nin pedra di fugon
n ka dispidi

kangaluta ku tapada
dan buleia te na ntchanha
ntchomau bu lundju!

nha gasadju
i kontrada di tchintchor ku radi
sin pera nomi n djumna ntchada
n mara lope - alan la na kaminhu

katchus na djubin npasmadu
ma pa n-paga-nha-kinhon
mora na nha boka
pa nha nomi ka sedu mudju si sita
na kabas di nhu nghuninghuni
n pina li… n kintisi mon
pabia n burgunhu kaida di sol

ANUMBAARA DJINTON!
- djamu na djamudu

ANUMBAARA i sin propi

DJERDJEF!

Nkinde Na Braia
02.09.98

Ode a Bissau



Bênção da Fábrica de Leite Blufo
Menção honrosa à Montagem de Nghaié
Mantenhas de Brá, Elias, Obras Públicas

Que novas do MIG21!
Pára-quedistas em acção nas Las Palmeras
Torre do controlo de Bissalanca.... sentinela na portão da Base Aérea
Ah Jagudi real aterrando de bico na pista da aviação !

Soares da Costa, Somec-tem-tudo
Minas de pedra do Rebentamento rumo a Cais de Pindjiguiti
Tractores a romper estradas nas florestas.....
Andorinhas rebocando ninhos no chaminé
Desenbargo pronto boinas pretas no assalto final
Ah, parafusos, correias, válvulas e cilindros do Volvo!
Coburnel Campo de manas, bolas super-telé, Granja Suinave
Ó Manel-iago Alambiques Cana de açucar aguardentes

Ufa...! holofotes no centro da cidade!
Lino Correia no Festival de Mandjuandade
em harmonia com o Estádio 24 de Setembro
na transmissão directa da Taça Amílcar Cabral

Cegonha no central eléctrico Peré.
Apagão no Alto Bandim Sacor, cais de Pindjiquiti,
Complexo de Bolola em frenesim
Barras de gelo peneiradas nas câmaras da Semapesca

Ó motores das canoas de poilão ó carvoeiros, ó lenhadores
Eh brasas nas fornalhas de pão de milho...!
Eh lapas, panguetes nas travessas e bandejas
Ah! balaios na formatura nos becos!
Cine Rock... taberna de Zita, Pindra-pé

Xa xa xa...! Frigideira em acção
Ainda só são 5 da manhã em frente do Consulado da Mauritânia
É festa cheira-se a Natal. Sirenes em paradas
Bombeiros em acção. Bolsas de fogo
Lavrando palhotas no Reno Gã-Beafada
Ao programa do Partido em implemento.
Eis a Pátria amada. QG-Amura - 5 minutos
Plataformas a desfilarem nos hangares do Armazém do Povo...
Coktail no Pindjiguiti

Poh... poh! buzinar de barco de mercadoria
Atracando no porto. Made in Taiwan Xanghai
China Tóquio Requisições do PAM Instituto Amizade
Escola Piloto Titina Silá uih... Compota de Bolama!
Sacos de arroz arrebatados fep logo-logo
Nas longas bichas na taberna do Comité

Viva o Comércio Livre...! Ah! reforma do Arado
Geta-Bissau Welcome to Cajutown

Às Toneladas de castanhas no funeral das bolanhas...
Aos ferros velhos e sucatas da Achada
Ao Cemitério de Niva da Lada da Mini cooper
Ah! Destacamento Tchico Té! INEP! Cenfa! INEFD! Justado Veira!
Complexo escolar 14 de Novembro !

À faculdade de Direito de Bissau,
Á faculdade de medicina de Bissau
Viva a moral tradicional e a saúde dos velhos
Viva a cooperativa CUP!
Bêncão da radi, da grua e da Picareta
Socotram compadre do bissilão
Aló mar de Geba silo-diata adeus
Pontão Bissau-Bafatá Bambaia.
Luco Air Biombo Tubarão em ultrapassagem .
Farol do ilhéu. Galo da Sé Catedral Ave Maria!

Nô Pintcha imprensa nacional respirando fundo
Ntori Palan o menino dos jornais na praça Che Guevara
Engraxadores de tamancos-bico-fino na porta do café Universal

Bom dia ouvintes da Radiodifusão Nacional
Convosco na frasqueira Aladje Mandjai
Luta em Cuntum Run... tan... tan... tan...Cotó Braima.
Pampa arriba tambamor Transito na avenida,
Sinaleiro na feira de Bandim - Kabi na Fantcahamna Arroz ka tem

Maré alta pelicano na beira-mar
Refinarias com postura do tenente de Brigada
Bandeiras içadas nas torrinhas no flanco dorsal do Continente
Aló Cumeré Guinégás Dicol Estaleiro Naval
no baptismo dos barcos velhos
Sucatas em Achada, Kumeré em combustão lenta.
Casca de mancarra no convívio de socogel

Acordo constipado na cripta do rei póstumo de Bandim
No Cemitério real de Crim
Mãe-d'água a cem passos do Simão Mendes - palácio das Humanidades
recicla-se vidas em cada badalada pendular de Bombeiro
e na torre do controle Concorde a congestionar as pistas
Voos de Pombo a encurtar atlânticos

Hosana a Osvaldo Vieira
Ao piloto que enlouquecera na rota de Bissalanca
Vviva manicómio de Brá
Glória ao pensamento nacional
Em louvor à razão natural
Viva à Pátria Armada
Em defesa do brasão nacional -
Estrela negra no fundo roxo
Até manhã Poilão de Brá!
Até manhã Bissau... Anumbara!


Adão Quadé

terça-feira, junho 06, 2006

segunda-feira, junho 05, 2006

Gasadju di nghanhima*


Na noti kumbosus di nha sunhu
gatu pretu dan kontrada
na ora di kanta po na matu malgos
Kikia pupan oredja
ma n ka fia si kontra
bonitasku di nha floresta
ku dispi si kapoti

gritu malgos di linfanti na rosna di lundju
na ianda-kabás di tchon pa seu
ku burmedjusi udju uak
kuma tchon tornal ngratu

tchuba disdangu tuada di tchintchor
flur ndosanta kara ku larma na rostu
palmeras – buli intchi di sangui
ai… kasabi di nha pubis!

lastru di piskabalu
simpatia di montiadur ku purku-di-matu
santchu na kuri sin rabu
ku mon na kabesa pa buska gasadju
mantanha di fugu falal mantenha

mandjuandadi di fugu ku iran-segu
tchintchin di kanfanhotu na lala-kema
(na) baifas di limaria pa mar
tataruga na mpinha si kasa

Pastru pirdi aza tchuluk na koba di timba
djundjun di lubu ka ta tudji gasadju di firintamba
mampatas kru na konkanhi bas di kunfentu di malgueta
iunbudura di arus di gan bera na baliadu bas di sol di koresma
badjudesa di pe findidu na ila mandjua ku bedjusa
- tchai di lungha nobu na tera bedju!

N panta na sunhu
pisadelu djunkin po di kurpu
urbadju di dur na ieri-ieri na nha pitu –
korson di nha púbis

*Bissau, 05 de Junho de 1998
Dia Mundial de Ambiente
Ndongle Akudeta

suma mi bu ka na odja




talbes padidur di bu fidjus
talbes kebradur di bu kopu
talbes rombadur di bu porta
ma suma mi bu ka na odja

kin ku na kanta bu nobresa
bas di tchuba bas di serenu
kin ku na djamu bu badjudesa
korson seta nguli tudu koldadi di benenu

bu pudi sardia kuma ku bu ntindi
ma seta kuma...un dia
alguin neni bu fiu-manha na si ragas
djidiu toka dondon baloberus punta ke ku ten

sibi son kuma
suma mi bu ka na otcha

Ndogle akudeta
04-06- 06