djitu ka ten
di nha vida
na kriason
n ka paga
dasa
ka dan
tasa
nha kabesa
na sivilizason
pa rasa
nha korson
Páginas soltas de reflexões sobre o Guineense: poesia e meditações; contos, anedotas, ditos e provérbios; publicações, eventos culturais, ensaios e crítica líterária. un spasu di djumbai, di mansirka lungha,di konta pasada, di no lembra tempu ku pasa na um ritmu di tambur na badju di Djambadon. Nunde ku Djidius o djintons pudi mostra balur di si ofis djuntadu ku poteris na fitu di fasi noti badja katembunda anti di mandurgada na ponta.
Publicada por
Ndongle Akudeta
à(s)
segunda-feira, março 28, 2011
0
comentários
Publicada por
Ndongle Akudeta
à(s)
segunda-feira, março 28, 2011
0
comentários
Etiquetas: adão Quadé
Publicada por
Ndongle Akudeta
à(s)
segunda-feira, março 28, 2011
0
comentários
Publicada por
Ndongle Akudeta
à(s)
segunda-feira, março 28, 2011
0
comentários
Publicada por
Ndongle Akudeta
à(s)
segunda-feira, março 21, 2011
0
comentários
"na eminência
da minha ausência
uns traços no tempo
a minha sombra deixou
para os leigos do meu convento
um canto do meu pranto
neste manto
que não dura tanto"
Anjo nosso de guarda velai por nós!
génio nosso da arte dai-nos a inspiração
e a divindade que seja poesia, fazei de nós o vosso servo. Ámen!
Custa tempo fazer poesia, custa suor escrever em versos. A poesia requer disciplina e dedicação, exercício intenso de percepção, de audição, de retenção e atenção a movimentações interiores e exteriores ao estímulo que nos rodeia. É preciso silêncio absoluto para a consagração, para a libertação do grito interior sufocante e a decoração do ambiente artístico captado pela nossa visão. E o poeta como observador do real objectivo remete a sua experiência do quotidiano para o laboratório a fim da sua purificação com retoques de tons e ritmos, musicalidades, condimentos que refinam o verbo, tornando-o mais líquido, saboreável, degustável antes de transformar-se em pó dissolúvel prestes para as núpcias do vento.
Eis a poesia que No Compasso Do Primeiro Passo nos apresenta, testemunhando a experiência do poeta, o legado que herdou da sua cultura literária que abrange temas inspirados no inconsciente colectivo guineense, as desilusões, os sonhos falhados, a esperança traída, a ambição e ganância dos fazedores da política, a pátria traída e aqueles que frustraram as promessas do combatente que sacrificou a vida, a juventude em prol da dignidade humana, sonhando com uma Guiné melhor onde houvesse pão para todos neste universo cheio de trigo.
O poeta vê um horizonte sem esperança no olhar das crianças cuja única certeza é o sofrimento das mães que se aguçam em pranto dos pássaros pressagiando rios de mágoas em que os débeis transatlantam sem canoas.
Passeando pelo No compasso Do Primeiro Passo, os números falam por si, são entidades autónomas e independentes nas delimitações dos territórios das palavras marcadas no interior dos versos. Cada data, cada dia, cada mês, cada ano, inscritos nos poemas que se lê no Compasso testemunha o papel do poeta como personagem não fictício mas real, participante na construção da identidade nacional guineense através da interiorização ou criação de uma memória historiográfica comum que nortearam o processo da emancipação e a afirmação da consciência político-cultural guineense que vai-se diluindo, absorvendo na livre interpretação da actualidade a partir da celebração, homenagem ou desapontamento, dependendo do ponto de vista dos opinadores, mas que de molde geral, a apartir leitura popular, são monumentos históricos que se tornaram mito e que, indissoluvelmente, vão-se propagando, solidificando, transformando-se em pedra basilar para a perpetuação dos signos definicionais.
Para além do simbolismo dos números (24, 14, 07…) edificados na construção do monumento da epopeia nacionalista guineense, os mitos dos heróis desconhecidos (BARTABAS) são evocados no poema bem como as figuras do universo sacro inscritos na crença tradicional; a sentimentalidade e a individualidade do sujeito são alguns dos lugares comuns convocados nesta obra, o que nos remete a catalogação dos traços românticos ou pós-românticos na medida em que os valores da nação são ressalvados e postos em relevo sem medida nem contenção das emoções e do sentimento de pertença a um espaço geográfico determinado:
"eu e a cantiga
o hino e a bandeira
minha fala e a liberdade
minha pátria e o carnaval"
O autor mostra-nos uma poética de indecisão, de incertezas, de revolta, do inconformismo, de auto-descoberta, de auto-consciência, de revelação e de denúncia da condição desumana do ser social a procura de melhor condição de vida.
Poetas! Ou continuamos a tradição ou rompemos. Ou continuamos meninos do mestre ou desafiamos o mestre e construímos a nossa própria escola, reformando os tradicionais ensinamentos, modernizando a instituição, proporcionando assim horizontes novos, sadios e naturais para novos discípulos que continuarão a escola até ao dia da sua inadiável ruptura. Não podemos adiar a palavra (Hélder Proença) e quem calará o poeta? É preciso o silêncio, silêncio total para o mundo escutar a voz que canta: "por isso quando o poeta fala o mundo ouve e a humanidade cala" - o silêncio universal! Pois não podemos alterar o percurso do mar... E nem se quer venhamos com interrogações retóricas! É imperativa a unidade. Pois, o tempo, como as ondas do mar, é fugaz, volátil e inconstante. Temos é que movimentá-lo, deixando traços para a posteridade!
Obrigado camarada Vasco Cabral e, a mãe do poeta também chorou no parto e a poesia nasceu!
Adão Quadé
Sacavém, 12/05/2010
*Prefácio do livro de André Mendes, No Compasso do Primeiro Passo, editado pela Euedito,2010, Lisboa
Publicada por
Ndongle Akudeta
à(s)
segunda-feira, março 21, 2011
0
comentários
Etiquetas: adão Quadé, André Mendes, no compasso do primeiro passo, prefácio
![]()
declarava-te
o amor
no mesmo sítio
no lugar de sempre
o nosso ponto
de encontro
onde trocámos
o primeiro beijo
e do mesmo jeito
com carinho
carícia
e ternura
neste monumental
circo de paixão
mesclado
com o aroma
do teu encanto fatal
Adão Quade
tertúlia
12.02.11
02:15
Publicada por
Ndongle Akudeta
à(s)
segunda-feira, março 21, 2011
0
comentários
Publicada por
Ndongle Akudeta
à(s)
quinta-feira, março 17, 2011
0
comentários

Publicada por
Ndongle Akudeta
à(s)
sexta-feira, fevereiro 04, 2011
0
comentários
Publicada por
Ndongle Akudeta
à(s)
sexta-feira, dezembro 03, 2010
0
comentários
Etiquetas: mandurgda lan di polon, Ndongle Akudeta

Um livro de poesia escrito pelo jovem poeta guineense do "Djorson Nobu", vozes da nova geração da poesia guineense, editado pela Euedito em Lisboa cujo lançamento vai ter lugar no auditório da Fundação Cidade de Lisboa, no dia 4 de Dezembro de 2010.
Mais uma vez o espaço que acolheu o lançamento da tão esperada antologia dos jovens poetas da Guiné-Bissau vai ser palco para a apresentação e audição dos versos escritos pela pluma de André Mendes, actor e declamador, de pseudónimo Lagartixa, figura que tem marcado presença assídua nos eventos culturais realizados em Portugal junto da diápora guineense e, sobretudo nas jornadas académicas da Associação dos Estudantes da Guiné-Bissau em Portugal.
Foi num destes encontros que, pela primeira vez, tive o encantamento e admiração pelo personagem de Lagartixa a representar numa peça de teatro, no Centro Cultural de Belém (CCB), em 2005, na Semana Cultural Guineense organizada pela AEGB. Ndongle Akudeta
Dados biográficos
Nasceu aos doze dias do mês de Novembro do ano 1980. Ao longo dos vinte e três anos viveu no berço da poesia, a Guiné-Bissau Com 12 anos de idade já representava peças de teatro e récitas de poemas. Tudo começou na paróquia Santo António de Bandim onde fazia as representações bíblicas e declamações de salmos e assim por lá ficou durante vários anos a crescer enquanto actor e poeta.
Aos 19 anos foi convidado a entrar para o movimento cultural, «Brigada Cultural Estudantil» do liceu Dr. Agostinho Neto Movimento esse que o ajudou muito a crescer enquanto actor através das peças que apresentava nos liceus. Enquanto esteve no liceu, foi membro da federação de clubes da UNESCO da Guiné-Bissau.
Foi membro do grupo teatral «Os Fidalgos da Guiné» Representou a Guiné-Bissau, enquanto actor, na quinta estação da cena lusófona em Coimbra, no ano 2003. Fundador do grupo teatral «Kalmas di no Donas» em Dezembro de 2004,Portugal. Membro da coordenação do projecto literário da nova geração da Guiné-Bissau «Djorsom-Nobu».
Enquanto actor/poeta, trabalha ligado às associações de estudantes guineenses em Portugal, no âmbito cultural. Chamam-lhe de vários nomes mas o oficial é André Mendes embora com um pseudónimo de peso, Lagartixa.

Publicada por
Ndongle Akudeta
à(s)
segunda-feira, novembro 29, 2010
1 comentários
Etiquetas: André Mendes, campasso primeiro passo, Guiné-Bissau, poesia
Festa de poesia que testemunha a transmissão do legado cultural e literário de uma Geração nova marcando novos traços identitários da poética guineense moderna.

Publicada por
Ndongle Akudeta
à(s)
segunda-feira, maio 24, 2010
1 comentários
versões de grua
cegonhas no telhado
céu engravidando
pássaros sem asas
escadas de emergência
varrada ladrilhada
a cor do sol
grito de golo
no final da partida
olhar ofuscando-se
no pensamento
A.Quadé
07.07.07
Publicada por
Ndongle Akudeta
à(s)
segunda-feira, março 22, 2010
0
comentários
Publicada por
Ndongle Akudeta
à(s)
domingo, março 21, 2010
0
comentários
Etiquetas: a.quadé, adão Quadé
Intimas o espaço
frondosa palmeira verde
desafias o arco-íris
nas tuas cores
de mulher
caminhas suave
navegando
em estradas
de nenufares
Mulher da guiné
amendoinha, fole, manga da terra
cabaceira, abacate, goiaba, veludo
- os sabores dos teus lábios
Mulher da guiné
mimoseas o andar
como o canto de uma voz eunucua
coqueiro balouçando ao vento
perfume de terra molhada
beijando a esplanada de areia branca de varela
sorriso brando
corpo ébano
suando a maresia
és tu Mulher da Guiné
marcam-te o espaço na órbita
das três pedras do fogão
nos circuitos da lenha
no vai-vem da fonte
de-balde-em-balde
nos labirintos esquecidos da cozinha
querem-te domesticamente adormecida
mas
segue os acordes
das melodias do teu chão
dos korás, e bombolons
dos djembés e dos nhanheros
- os teus caminhos
Mulher da Guiné
corpo veludo sossego
musicado em sons de flauta
duas pequenas luas
explodindo na cara canseira
asseda os tormentos
caminha fêmea como a tua Guiné
a novos partos de sabura.
tony tcheka
praia de Varela
publicada por Obulum às 10:00 a 15/Mar/2006
Comentário
Publicada por
Ndongle Akudeta
à(s)
quarta-feira, abril 29, 2009
0
comentários