segunda-feira, março 10, 2008

Fantasma de Catchalã


Fantasma de Catchalã
enrolado
na manta do vento

vulto da poesia
no soluçar
matinal
vulcão
no pensamento

erupção de um fio de instante
corda do korá
em afinação

coração insuflável
chuva suspensa
em queda oblíqua

corpo da ilusão
congestionado
na hora mágica ambígua
a.quadé
11.01.08

1 comentário:

Unknown disse...

Que ode maravilhoso! A ritmo das ondas da praia de Catchalã, na região de Cacheu, no norte da Guiné-Bissau. O poema é tão fantásco como a sereia que encanta com o seu canto matinal que irrompe em melodia de korá congestionando a ilusão em magia e o coração crepita em chuvas oblíquas. Homem de Oliveira Carvalho.