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quarta-feira, agosto 01, 2018

Sextas Poéticas



Sextas de tabuada
de aritiméticas e de matemáticas
Sextas do ditado da redação da gramática
dos verbos  da história e da geografía
Sextas são sextas!

Sextas de festas
de fim-de-semanas de bebedeiras
Sextas de longa sestas, de namoradas, de amigos e companheiros
Sextas de homens sem mulheres
Sextas de mulheres sem homens
Sextas livres e de alegria - happy day  sexta-feira!
Sextas de pouco trabalho (até ao meio dia...)
sextas de folga,
Sextas de piquiniques, de mandjuandades, de manxidas,
Sextas de conta-mentira...

Sexta é sexta
Viva a festa!

Festejamos a sexta com poesia
Sexta de palavras em festa
Sexta de palavras mansas dóceis e melancólicas
Sexta de palavras tortas e confusas e ardentes
suspensas em versos desgrenhados com penteados difusos
ostentando a percepção da luz opaca do instante

Sexta de brincadeira com coisa séria
Sexta do distanciar do distrair-se e do deleitar
Sexta da pertença e da afirmação
Sexta do labor da colheita e de djambadon
Sexta de fundinho e dala
De  balur de homindadi bistido ku lope di djidiundade

Sexta é sempre sexta para quem não é vespa
Hasta la proxima siesta!

Adão Quadé
17. 12. 2016

segunda-feira, novembro 29, 2010

André Mendes: No compasso do Primeiro Passo





Um livro de poesia escrito pelo jovem poeta guineense do "Djorson Nobu", vozes da nova geração da poesia guineense, editado pela Euedito em Lisboa cujo lançamento vai ter lugar no auditório da Fundação Cidade de Lisboa, no dia 4 de Dezembro de 2010.
Mais uma vez o espaço que acolheu o lançamento da tão esperada antologia dos jovens poetas da Guiné-Bissau vai ser palco para a apresentação e audição dos versos escritos pela pluma de André Mendes, actor e declamador, de pseudónimo Lagartixa, figura que tem marcado presença assídua nos eventos culturais realizados em Portugal junto da diápora guineense e, sobretudo nas jornadas académicas da Associação dos Estudantes da Guiné-Bissau em Portugal.
Foi num destes encontros que, pela primeira vez, tive o encantamento e admiração pelo personagem de Lagartixa a representar numa peça de teatro, no Centro Cultural de Belém (CCB), em 2005, na Semana Cultural Guineense organizada pela AEGB. Ndongle Akudeta


Dados biográficos

Nasceu aos doze dias do mês de Novembro do ano 1980. Ao longo dos vinte e três anos viveu no berço da poesia, a Guiné-Bissau Com 12 anos de idade já representava peças de teatro e récitas de poemas. Tudo começou na paróquia Santo António de Bandim onde fazia as representações bíblicas e declamações de salmos e assim por lá ficou durante vários anos a crescer enquanto actor e poeta.

Aos 19 anos foi convidado a entrar para o movimento cultural, «Brigada Cultural Estudantil» do liceu Dr. Agostinho Neto Movimento esse que o ajudou muito a crescer enquanto actor através das peças que apresentava nos liceus. Enquanto esteve no liceu, foi membro da federação de clubes da UNESCO da Guiné-Bissau.

Foi membro do grupo teatral «Os Fidalgos da Guiné» Representou a Guiné-Bissau, enquanto actor, na quinta estação da cena lusófona em Coimbra, no ano 2003. Fundador do grupo teatral «Kalmas di no Donas» em Dezembro de 2004,Portugal. Membro da coordenação do projecto literário da nova geração da Guiné-Bissau «Djorsom-Nobu».

Enquanto actor/poeta, trabalha ligado às associações de estudantes guineenses em Portugal, no âmbito cultural. Chamam-lhe de vários nomes mas o oficial é André Mendes embora com um pseudónimo de peso, Lagartixa.




PROGRAMA




04 Dezembro 2010 15h 30


Fundação Cidade Lisboa


(Junto a Universidade Lusófona)




15h:30 Abertura


Kadidja Monteiro




16h Apresentação da obra


Adão Quadé


Rosa Barros


Flaviano Mindela


M´Bala Fernandes


Autor: André Mendes «Lagartixa»




17h Momento cultural


Declamação dos poemas


Teatro


Música - Maio Coopé Patche de Rima Gamboa




18H – Sessão de autógrafos/ Lanche de confraternização




18h 45. – Encerramento

sexta-feira, março 14, 2008

Sabor da paixão


Chegate à minha vida
como o sol chega pelas manhãs.
Restituiste a alegria que o meu coração há muito
não tinha e deste um novo alento ao meu ser.
Ambos sofremos nas horas de tristezas
ambos sorrimos nas horas alegres.
A vida que me dás hoje,
é uma dádiva que em tempos procurava.
És como uma pequena seria
que Deus me guardou no fundo do mar

Pedro Delgado, in Sombra e Claridade, Lisboa, 2005

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Mbelembeletcho


balansa kaneka
palpitason
di lungha nobu

sangui meladu
kondjeladu
na garafa
du un beju bedju

badju di kumpo
kurpu na kotchidu
na pilon di kiriason

benson di flur di tautau
tataruga
na katembunda
mbelembeletcho!
07.12.07
Ndongle Akudeta

quarta-feira, novembro 23, 2005

Hei-de fazer uma música


Francisco Conduto de Pina


Hei-de fazer uma música
Com melodia de todo o mundo
Instrumentalizada com homens
Homens de todo o mundo

Uma música folclórica
Com letra popular
A percussão feita de tumba
E uma voz diferente

Será música, será ária
Doce, que se ouvirá
Ao mesmo tempo
Em todo o mundo

Não será uma música de vaidade,
Mas melodia de uma canção humilde
Para embalar todos os homens

Hei-de fazer uma música
Com ajuda de todos os homens
Que sonham com o brilhar do sol
Neste mundo incerto!