Mostrar mensagens com a etiqueta Guiné-Bissau. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Guiné-Bissau. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, novembro 29, 2010

André Mendes: No compasso do Primeiro Passo





Um livro de poesia escrito pelo jovem poeta guineense do "Djorson Nobu", vozes da nova geração da poesia guineense, editado pela Euedito em Lisboa cujo lançamento vai ter lugar no auditório da Fundação Cidade de Lisboa, no dia 4 de Dezembro de 2010.
Mais uma vez o espaço que acolheu o lançamento da tão esperada antologia dos jovens poetas da Guiné-Bissau vai ser palco para a apresentação e audição dos versos escritos pela pluma de André Mendes, actor e declamador, de pseudónimo Lagartixa, figura que tem marcado presença assídua nos eventos culturais realizados em Portugal junto da diápora guineense e, sobretudo nas jornadas académicas da Associação dos Estudantes da Guiné-Bissau em Portugal.
Foi num destes encontros que, pela primeira vez, tive o encantamento e admiração pelo personagem de Lagartixa a representar numa peça de teatro, no Centro Cultural de Belém (CCB), em 2005, na Semana Cultural Guineense organizada pela AEGB. Ndongle Akudeta


Dados biográficos

Nasceu aos doze dias do mês de Novembro do ano 1980. Ao longo dos vinte e três anos viveu no berço da poesia, a Guiné-Bissau Com 12 anos de idade já representava peças de teatro e récitas de poemas. Tudo começou na paróquia Santo António de Bandim onde fazia as representações bíblicas e declamações de salmos e assim por lá ficou durante vários anos a crescer enquanto actor e poeta.

Aos 19 anos foi convidado a entrar para o movimento cultural, «Brigada Cultural Estudantil» do liceu Dr. Agostinho Neto Movimento esse que o ajudou muito a crescer enquanto actor através das peças que apresentava nos liceus. Enquanto esteve no liceu, foi membro da federação de clubes da UNESCO da Guiné-Bissau.

Foi membro do grupo teatral «Os Fidalgos da Guiné» Representou a Guiné-Bissau, enquanto actor, na quinta estação da cena lusófona em Coimbra, no ano 2003. Fundador do grupo teatral «Kalmas di no Donas» em Dezembro de 2004,Portugal. Membro da coordenação do projecto literário da nova geração da Guiné-Bissau «Djorsom-Nobu».

Enquanto actor/poeta, trabalha ligado às associações de estudantes guineenses em Portugal, no âmbito cultural. Chamam-lhe de vários nomes mas o oficial é André Mendes embora com um pseudónimo de peso, Lagartixa.




PROGRAMA




04 Dezembro 2010 15h 30


Fundação Cidade Lisboa


(Junto a Universidade Lusófona)




15h:30 Abertura


Kadidja Monteiro




16h Apresentação da obra


Adão Quadé


Rosa Barros


Flaviano Mindela


M´Bala Fernandes


Autor: André Mendes «Lagartixa»




17h Momento cultural


Declamação dos poemas


Teatro


Música - Maio Coopé Patche de Rima Gamboa




18H – Sessão de autógrafos/ Lanche de confraternização




18h 45. – Encerramento

segunda-feira, agosto 25, 2008

quando a poesia canta
a mão do poeta dança
na cintura da pena

quando da pena
os recados derramam

das folhas os versos cantam

e quando das dores
os versos gemem

das tabankas
as moransas tremem

por isso

quando o poeta fala
o mundo ouve e
a humanidade cala

assim disse o meu sonho

André Mendes

sexta-feira, março 14, 2008

Admirável Diamante Bruto de Waldir Araújo


Treze contos

Admirável Diamante Bruto é o primeiro livro de Waldir Araújo, um conjunto de treze contos onde diversos personagens vão vivendo no meio de acontecimentos, umas vezes fantásticos, outras vezes tão reais, sempre num ambiente onde sobressai a Guiné, através do olhar de um narrador, cuja existência carrega também o desencanto de uma certa urbanidade. A obra, uma edição Livro do Dia Editores, terá segunda apresentação, a cargo do jornalista Tony Tcheka, dia 14 de Março, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa, após ter sido dada a conhecer no âmbito do Encontro Correntes D'Escritas 2008.

Waldir Araújo nasce na Guiné-Bissau em 1971. Em 1985 viaja pela primeira vez para Portugal. Desde 2001 que exerce a profissão de jornalista na RDP África.


---------------------------


Waldir Araújo lança livro de contos

12.02.08


O jornalista e escritor guineense Waldir Araújo, actualmente a exercer a profissão na RDP-África, lança esta terça-feira, 12, no Encontro Correntes d’Escrita 2008, em Póvoa de Varzim (Portugal), o seu primeiro livro intitulado “Admirável Diamante Bruto e Outros Contos”.
Editado pela Livro do dia, o livro, que é composto por um conjunto de treze contos onde diversos personagens vão vivendo no meio de acontecimentos, umas vezes fantásticos, outras vezes tão reais, sempre num ambiente onde sobressai a Guiné, através do olhar de um narrador, cuja existência carrega também o desencanto de uma certa urbanidade.


De acordo com o poeta angolano Ondjaki, autor do prefácio de “Admirável Diamante Bruto e Outros Contos”, as narrativas de Waldir Araújo “se relacionam com as geografias que o afectam, física ou psicologicamente, no modo suave e bem-humorado como nos convida a regressar a uma Guiné-Bissau tão sua: o eloquente “admirável diamante bruto”, a requintada domingas odianga, o temível carlos nhambréne, o amoroso mimito adão ou até o galego maurizio santiago, todas estas pessoas recheadas de invulgares aspectos humanos querem estar na Guiné e falar sobre ela, dos seus tempos, dos seus quotidianos, dos seus sensíveis afazeres”.


Waldir Araújo nasceu na Guiné-Bissau, em 1971. Em 1985 viaja, pela primeira vez, para Portugal. É em Lisboa que prossegue os estudos secundários e académicos, em Direito, e alimenta a paixão pelas palavras. Jornalista desde 1996, passa pela imprensa escrita, pertencendo aos quadros da revista Valor e colaborando com vários jornais e revistas. Desde 2001 que exerce a profissão na RDP África.

Autor de prosas e poemas que publica, de forma regular, em sites culturais portugueses e brasileiros, em 2004 é-lhe atribuída a Bolsa de Criação Literária pelo Centro Nacional da Cultura, de Portugal, o que lhe proporciona uma investigação de vários meses junto da comunidade dos “Rabelados”, na Ilha de Santiago, Cabo Verde.


Fonte: A Semana on line



Sabor da paixão


Chegate à minha vida
como o sol chega pelas manhãs.
Restituiste a alegria que o meu coração há muito
não tinha e deste um novo alento ao meu ser.
Ambos sofremos nas horas de tristezas
ambos sorrimos nas horas alegres.
A vida que me dás hoje,
é uma dádiva que em tempos procurava.
És como uma pequena seria
que Deus me guardou no fundo do mar

Pedro Delgado, in Sombra e Claridade, Lisboa, 2005

segunda-feira, dezembro 10, 2007

cântico magistral



não há maestro
na vida
sem perfumes



a luz da euforia
é tida
como estrume



a voz rítmica
do canto
erigida
em azedumes



o lume da palavra
condensa-se
em espada
sem gume



ergamos o rosto
e abracemos a madrugada
com suor da lavra


sem ciúmes
da magia do sol
renascente



a.quadé
07.09.07

Mbelembeletcho


balansa kaneka
palpitason
di lungha nobu

sangui meladu
kondjeladu
na garafa
du un beju bedju

badju di kumpo
kurpu na kotchidu
na pilon di kiriason

benson di flur di tautau
tataruga
na katembunda
mbelembeletcho!
07.12.07
Ndongle Akudeta

segunda-feira, novembro 12, 2007

Advento

finalmente
chegou o advento

predito

nas folha mortas
pisadas

pelos calcanhares cavalgantes
do tempo

adormecido

o tempo submeteu
à ordem
do verbo

caminharei sim
hirto e de cabeça bem erguida
rumo ao horizonte

não abdicarei nunca
da dávida
ancestral

a tocha mágica resplandeceu
no firmamento
do meu pensamento

chegou a hora guiné mater mea
aceita no teu colo
as lamentações

do teu filho pródigo

um dia
desterrado
num choro abafado

pelo rufar do tambor
da iniciação

na alameda das iluminações
na madrugada de nevoeiros
serenando em rosas
lambi a nata da anunciação

(embreaguei-me
com cálice das premunições)

24.09.07
Adão Quadé

quarta-feira, novembro 23, 2005

Hei-de fazer uma música


Francisco Conduto de Pina


Hei-de fazer uma música
Com melodia de todo o mundo
Instrumentalizada com homens
Homens de todo o mundo

Uma música folclórica
Com letra popular
A percussão feita de tumba
E uma voz diferente

Será música, será ária
Doce, que se ouvirá
Ao mesmo tempo
Em todo o mundo

Não será uma música de vaidade,
Mas melodia de uma canção humilde
Para embalar todos os homens

Hei-de fazer uma música
Com ajuda de todos os homens
Que sonham com o brilhar do sol
Neste mundo incerto!