segunda-feira, novembro 06, 2006

lan-di-polon: musa altiva

lan-di-polon: musa altiva

terça-feira, setembro 19, 2006

Soneto



N misti ngabau na Kriol si bu na seta
Lingu mas romantis ki n kunsi
Paki bridju di bu rostu ...sol dal teta
Djamburera di nha noti ku na nansi

Pa n falau... n mistiu dja gos ka ten
N djurmenta ba dja kuma nunka mas
Ma kil bu udju ta dan gana di tcheben
Ku ta keman nha pitu di mampatas

Na djustu di firianta korson
N gasta sola di nha bikera
Uagan djelu na pitu ason

Ku tcheru suabi di bu suris
Pa arnoba fiansa di ka disispera
Sikidu bas di pe di sibi ku nha totis

Abril 2003
Ndongle Akudeta

quarta-feira, setembro 06, 2006

A Bolama


Cingido pela sombra
Do mangueiro
Esqueci o mundo

Sentei o corpo
na relva,

olhando o mar

Um pescador
deitou
a rede
três
canoas
cortaram
o horizonte

O sol esmorecia

como soprado
pela brisa
ouvi
um merengue
Adormeci…
(e eu que sentia o pesadelo
De viver)

Carlos Semedo, Poemas

Labutare


05:38 28-01-2003

perder sono para produzir
algo de rentável é salutar
levantar cedo para ganhar o dia
(é) correr de um lado para outro em espiral

preso entre sorrisos de semáforos da via
o meu vício não tem alimento nem acalento
gritar socorro à ambulância que passa
socorro sempre em coro só um soro
rouco um suco de coco guarda as moedas

já nem sequer o tempo se nos espera
um café cheio para alçar fé creio
mereço algo que estimule esta vaidade
padeço de epidemia da assiduidade
prostração da congestão temporal

despertador frustrado coma do sino
o galo agora só canta ao vespertino
sol a esfregar calcanhar no penedo
perdeu o fery-boat do ocaso

ziguezague precipitada da maré
inverno bateu recorde positivo
vai-se ao enterrar o poeta
sem caixão nem distintivo

Adão Quadé

sexta-feira, julho 21, 2006

Obulum

OBulum um espaço de reflexão sobre a Guiné-Bissau de Nelson Constantino Lopes

Rio Geba

Um blog para consultar, indispensável para quem, como Waldir Araújo, vai ao Rio Geba em busca da inspiração.

Tempo de transformação


Sorrisos sem brilhos
Mãos esqueléticas trabalhando
sem cessar
cotins e sarjas
esburacadas sem cor
pelo desgaste
sem solvência para repor

Pés rachados e endurecidos
calos nas mãos
calos nas patas
Até espinhas e sol se resignam
Ossos forçando peles
aqui e lá também
e as costelas
quais persianas
sob cortina de carne

É a vida
É esta vida do começo
que nossos corpos retratam
Povo meu


Em tempo de transformações
o tempo esculpe em nós
o seu curso
E na terra erguida
Nas plantas e alimárias
Cicatrizes de meandros
desta vida exígua
Lamentos não curam
Labutar enquanto vida somos

Pagamos hoje
o custo dos tempos vindouros
Ó povo meu
Suor e sangue fazem pátrias
Abnegados e convictos
antecipemos o futuro
para que o presente se firme em paz

Félix Siga
Pecixe, Maio 1983

Momentos primeiros da Construção


Nestes momentos primeiros da construção
após o desbravar das matas dos horizontes
não perguntes quem são os poetas
vem comigo e repara bem

Nestes tempos pioneiros da produção
os recém-chegados e os veteranos sejam muitos
a fazer com que radis naveguem
fecundos a terra
e que as ferramentas torneiem e afinem
a engrenagem do processo

Sob estes ventos soalheiros da revolução
que as quedas não sejam definitivas
e que os desfalecimentos sejam vencidos
pela certeza da vitória que amanhecerá
nas frescuras tropicais da madrugada



José Carlos Schwartz
In Momentos primeiros da Construção

Meditação do Tchintchor


Deixa-me esculpir
o teu pensamento
nas barbatanas das brisas

tatuar no peito da lua crisa
com o colar do teu sentimento
o balbúcio das brumas de antemanhãs
colosso d’alegria perpetuar
na aldeia de esperança espreitante

O eco do teu sorriso carregando
o obolum de um palpitar crepitante
sob o qual meu coração se afogando
desvairadamente

Sede bem-aventurados
ó cortesia nupcial
de radis com chuva
torrencial

apadrinhados pela noite em cristal
na reconciliação
da terra ansiosa com o céu índigo

na meditação crucial
do tchintchor


Adão Quadé
Bissau,31.07.99

quinta-feira, julho 13, 2006

Djumna-djumna


kadakin
ku si dia di muri
mortu ka ten fin

sin djanti sin kuri
te na pikil
sin dapil

pera inda n'ri

ah ah ah...
sintadu di nkun'a
obulum ka pasanser
ma kadokil ku si dia
i ka ten pupa kikia

B.leza 09.12.01
04:14
Ndongle Akudeta

terça-feira, julho 04, 2006

África Festival 2006 - Lisboa







Um continente de Música em Lisboa
Lisboa, Jardim da Torre de Belém, de 6 a 9 de Julho 2006, 22:00h



Depois do sucesso da primeira edição, o África Festival volta a contagiar a cidade com o som quente dos ritmos africanos. Este ano são quatro dias de concertos

gratuitos, com alguns dos principais representantes das músicas de África. Com duas actuações por noite, o festival vai ter ainda uma “Tenda – Ponto de Encontro”, com workshops, ateliers, actuações e uma exposição

. Jah Fakoly
**************
Os espectáculos da primeira noite do festival – dia 6 de Julho – são de Bonga e Cheikh Lô, dois músicos com formações distintas. O artista angolano radicado em Portugal é o primeiro a subir ao palco, num concerto que recupera os primórdios da sua carreira, evocando os álbuns “Angola 72” e “Angola 74”, que fizeram de Bonga um dos percursores da World Music. Às 23h30, é a vez de Cheikh Lô subir ao palco. Nascido no Senegal, é dono de uma sonoridade que deixa perceber o seu espírito livre e aventureiro, reflexo das muitas viagens que o levaram aos mais distantes pontos do globo. Com três álbuns editados – “Ne La Thiass” (1996), “Bambay Gueej” (1999) e “Lamp Fall” (2005) - este é considerado um dos nomes mais promissores da música africana contemporânea.
No dia 7, Tcheka “transporta-nos” até Cabo-Verde. Cantor e compositor, o músico oriundo da ilha de Santiago, transpõe para a guitarra batidas que, habitualmente, são tocadas com instrumentos de percussão, fazendo parte de um movimento que deu novo fôlego à música caboverdiana.
Segue-se Oumou Sangaré, a grande diva do Mali e de África, e uma das vozes mais espantosas do mundo.
Oumou comenta sobre todos os aspectos da vida no seu país, sobretudo os problemas que as mulheres enfrentam diariamente por causa da poligamia, mas também da sensualidade do amor inexperiente, da dor do exílio, da necessidade de cultivar a terra, e da fragilidade da vida humana. Distinguida com um prémio musical pela UNESCO, Oumou Sangaré tem trabalhado nesse sentido, usando a música como forma de fazer valer os direitos sociais das mulheres no Mali e no mundo.
A terceira noite do festival, a 8 de Julho, é de Djumbai Jazz e Tiken Jah Fakoly, seguidos de after-hours.
Djumbai Jazz, criado em 1990, é composto, entre outros, pelos músicos guineenses Maio Coopé (voz), Sadjo (guitarra acústica e ritmo), Galissa (kora), e Cabum (percussão), radicados em Portugal. Liderados pelo vocalista Maio Coopé, procuram recuperar os ritmos tradicionais da sua terra natal, a Guiné-bissau, como o N’gumbé, Djambadon e Brocxa, esperando-se uma actuação vibrante, que promete contagiar o público presente.
Segue-se Tiken Jah Fakoly, figura de proa do reggae do oeste africano. Oriundo da Costa do Marfim, é conhecido pelo seu activismo político e ritmos contagiantes, que não vão deixar ninguém indiferente.
Jah Fakoly
Sábado irá prolongar-se com a “noite afro-blue”, um after-hours animado pelos DJs Johnny, Lucky e LadyGBrown, dj’s residentes do Bicaense.
O encerramento deste evento, a 9 de Julho, cabe à zimbabueana Stella Chiweshe e aos moçambicanos Eyuphuro.
Com o cognome “Ambuya Chinyakare”, que significa “avó da música tradicional”, Stella Chiweshe é a única mulher do seu país a liderar uma banda e a interpretar mbira, instrumento tradicional do povo Shona, associado à magia e proíbido no Zimbabwe antes da independência. O seu trabalho a solo qualifica-a como uma das artistas mais originais do panorama musical africano, através de uma fusão entre música popular e guitarras contemporâneas.
Zena Bacar e Issufo Manuel são as vozes que compõe os Eyuphuro e são os últimos a pisar o palco da Torre de Belém, depois de uma extensa tournée que comemorou os seus 25 anos de carreira. Acompanhados pelo cantor Ali Faque, que integrou recentemente a formação, trazem na bagagem os ritmos dançáveis do Afropop, género do qual foram percursores no seu país.



Para além dos concertos a decorrer no palco principal, o festival conta ainda com uma Tenda – Ponto de Encontro, no relvado da Torre de Belém, onde vão decorrer diversos workshops/ ateliers, actuações de música e uma exposição.

Maio Coopé
Programa
Dia 6
(Angola) Bonga
(Senegal) Cheikh
Dia 7
(Cabo-Verde) Tcheka
(Mali) Oumou Sangaré
Dia 8
(Portugal / Guiné Bissau) Djumbai Jazz
(Costa do Marfim) Tiken Jah Fakoly
Dia 9
(Zimbabwe) Stella Chiweshe
(Moçambique) Eyuphuro

quarta-feira, junho 28, 2006

CONTRIBUTO NOTÁVEL


Por: Fernando Casimiro (Didinho)
25.06.2006

Apresentação do site www.bissauinvest.com

Inácio Bintchende, um cidadão guineense radicado na Eslovénia surpreendeu-me pela positiva, com a concretização de um projecto que verdade seja dita, não é fácil de realizar de um momento para o outro devido às dificuldades na obtenção de dados estatísticos sobre a Guiné-Bissau, por forma a suportar um projecto destinado à captação e promoção do investimento estrangeiro na Guiné-Bissau.
Em finais do ano passado, Inácio Bintchende deu-me conta dos seus planos, pediu-me informações sobre questões relacionadas com o investimento na Guiné-Bissau.
Inácio Bintchende avançou com o seu projecto, criou a empresa (GBI, LDA; significa Guine-Bissau investment) na Eslovénia e abriu uma delegação em Bissau.

GUINEA-BISSAU
GBI, L.D.A. Rua Vitorino Costa 46, 1º esq. (Novagráfica) Bissau, Guina-Bissau Tel.: +245 665 68 48Tel.: +386 1 564 23 06 (EU) Cel.: +386 41 243 825 (EU) EUROPE
GBI, L.D.A.Ljubljanska cesta 12F1236 Trzin Slovenia Working hours: Monday - Friday: 9 a.m. - 2 p.m.Tel.: +386 1 564 23 06 Fax: +386 1 564 23 06Cel.: +386 41 726 564 http://www.bissauinvest.com

Numa mensagem recente que me enviou, Inácio Bintchende dá conta do seguinte:
"Já estabelecemos a empresa na Guine-Bissau (GBI, LDA; significa Guine-Bissau investment).
Já estamos a promover investimento aqui na Eslovénia e vamos começar já com os estudos no domínio da agricultura, concretamente indústria de castanha de cajú e também em relação ao sector do turismo."
Parabéns Inácio!
Uma iniciativa notável sem dúvida, que merece encorajamento!
A Guiné-Bissau precisa do CONTRIBUTO honesto e positivo de todos os seus filhos onde quer que se encontrem!
Ao Inácio Bintchende e seus parceiros os meus votos de sucessos para o projecto que, pese embora ser de âmbito empresarial privado ter tudo a dar a ganhar ao nosso país!

http://didinho.no.sapo.pt




"A vida só tem sentido se, para além de nós, outros também puderem viver..."
Fernando Casimiro (Didinho)


http://didinho.no.sapo.pt

http://guinebissau.no.sapo.pt

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segunda-feira, junho 19, 2006

Kudadi na kasa-garandi


Kurpu ndjitadu na tagua
djalidjali na tchikini tina
bas… bas…

sintidu ngarba ku kurpu di fitu
kudadi i na bambaran
ku na podrisi

Homi di kasa na tchalasia na kasadia
kuma gustu di kerensa
i mudju di kasa-dus

Na kasa-garandi
kuntangu
i kumpadri di dona-kasa

dinheru di fera i sigridu na kaneka di mankara
pa ngoda un-tiru na stangu di padida nobu
son mundu si soda ku pudi tustumunha

Kurpu sin sintidu
tina ndjita tadju
bas bas bas

djaldjali barsa
kudadi
di dona-kasa

Ndongle Akudeta
15.11.05

sábado, junho 17, 2006

Fala mantenha


(visão on-line do agradecimento)

From:Ndongle Akudeta Fri, 28 Nov 2003 17:36:35


Se um dia por descuido do tempo...
(nesta saga doentia de ceifar trigo
com a foice da colheita na época seca)
poesia feita foice lavro a terra —

alameda de versos

Como sou tão aéreo quando no espaço
e embalo-me ao encanto do contratempo

Se um dia — batendo a mão no peito —
abordado pela inundação ou avalanche
a chuva feita bambaram na noite iniciática de maio
enche o celeiro do meu pensar. Sou homem do campo
e com lamparam afundo estalactites e murmúrios do nevoeiro
e a cínica noite cobiçando a tapada da minha lavra

Se um dia por negligência tombar
na armadilha hostil de um vizinho
(meus olhos outrora laboratório...)
Se um dia – minha voz a entoar
no sarau dos ventos que se vão embora
quando ainda não é hora por cá fora...

Se um dia...ah!
Este meu devoto sentir patriótico
que se rima com o precipício
se se precipitar na vã direcção
povoada pelas memórias em ruínas
na busca frustrada da chave da civilização

Por eleição a selvajaria
preservando a pura sabedoria
no monocórdico hino
fúnebre que retumba

quando acordado e elevado
no altar aromático
com cheiro do carvão
fundido em cinzas

nestes recantos fatídicos
do amanhecer

liberto dentre o alvoroço
que festeja a morte — tumbas
fortuna tão cobiçado na corte!

Cânticos folclóricos em estandarte hastear
ao cume do monte onde deuses repousam
para luzir a linha viva da comunicação harmoniosa


Na hora de falar mantenhas
(sinos dobrando na capela)
estarei acordado no meio da rua
por onde passam bideiras com cabaças

de leite de vaca dormido e bem freco

ao lado da esquina onde a lua
trespassa a morna esperança
com a nata do seu olhar que lambe
os corações desfalecidos

Recusarei sim que as lágrimas
me apinhem a caixa de correio
se um dia por mero descuido baquear
na escada alva das condolências

quarta-feira, junho 07, 2006

Ode a Bissau



Bênção da Fábrica de Leite Blufo
Menção honrosa à Montagem de Nghaié
Mantenhas de Brá, Elias, Obras Públicas

Que novas do MIG21!
Pára-quedistas em acção nas Las Palmeras
Torre do controlo de Bissalanca.... sentinela na portão da Base Aérea
Ah Jagudi real aterrando de bico na pista da aviação !

Soares da Costa, Somec-tem-tudo
Minas de pedra do Rebentamento rumo a Cais de Pindjiguiti
Tractores a romper estradas nas florestas.....
Andorinhas rebocando ninhos no chaminé
Desenbargo pronto boinas pretas no assalto final
Ah, parafusos, correias, válvulas e cilindros do Volvo!
Coburnel Campo de manas, bolas super-telé, Granja Suinave
Ó Manel-iago Alambiques Cana de açucar aguardentes

Ufa...! holofotes no centro da cidade!
Lino Correia no Festival de Mandjuandade
em harmonia com o Estádio 24 de Setembro
na transmissão directa da Taça Amílcar Cabral

Cegonha no central eléctrico Peré.
Apagão no Alto Bandim Sacor, cais de Pindjiquiti,
Complexo de Bolola em frenesim
Barras de gelo peneiradas nas câmaras da Semapesca

Ó motores das canoas de poilão ó carvoeiros, ó lenhadores
Eh brasas nas fornalhas de pão de milho...!
Eh lapas, panguetes nas travessas e bandejas
Ah! balaios na formatura nos becos!
Cine Rock... taberna de Zita, Pindra-pé

Xa xa xa...! Frigideira em acção
Ainda só são 5 da manhã em frente do Consulado da Mauritânia
É festa cheira-se a Natal. Sirenes em paradas
Bombeiros em acção. Bolsas de fogo
Lavrando palhotas no Reno Gã-Beafada
Ao programa do Partido em implemento.
Eis a Pátria amada. QG-Amura - 5 minutos
Plataformas a desfilarem nos hangares do Armazém do Povo...
Coktail no Pindjiguiti

Poh... poh! buzinar de barco de mercadoria
Atracando no porto. Made in Taiwan Xanghai
China Tóquio Requisições do PAM Instituto Amizade
Escola Piloto Titina Silá uih... Compota de Bolama!
Sacos de arroz arrebatados fep logo-logo
Nas longas bichas na taberna do Comité

Viva o Comércio Livre...! Ah! reforma do Arado
Geta-Bissau Welcome to Cajutown

Às Toneladas de castanhas no funeral das bolanhas...
Aos ferros velhos e sucatas da Achada
Ao Cemitério de Niva da Lada da Mini cooper
Ah! Destacamento Tchico Té! INEP! Cenfa! INEFD! Justado Veira!
Complexo escolar 14 de Novembro !

À faculdade de Direito de Bissau,
Á faculdade de medicina de Bissau
Viva a moral tradicional e a saúde dos velhos
Viva a cooperativa CUP!
Bêncão da radi, da grua e da Picareta
Socotram compadre do bissilão
Aló mar de Geba silo-diata adeus
Pontão Bissau-Bafatá Bambaia.
Luco Air Biombo Tubarão em ultrapassagem .
Farol do ilhéu. Galo da Sé Catedral Ave Maria!

Nô Pintcha imprensa nacional respirando fundo
Ntori Palan o menino dos jornais na praça Che Guevara
Engraxadores de tamancos-bico-fino na porta do café Universal

Bom dia ouvintes da Radiodifusão Nacional
Convosco na frasqueira Aladje Mandjai
Luta em Cuntum Run... tan... tan... tan...Cotó Braima.
Pampa arriba tambamor Transito na avenida,
Sinaleiro na feira de Bandim - Kabi na Fantcahamna Arroz ka tem

Maré alta pelicano na beira-mar
Refinarias com postura do tenente de Brigada
Bandeiras içadas nas torrinhas no flanco dorsal do Continente
Aló Cumeré Guinégás Dicol Estaleiro Naval
no baptismo dos barcos velhos
Sucatas em Achada, Kumeré em combustão lenta.
Casca de mancarra no convívio de socogel

Acordo constipado na cripta do rei póstumo de Bandim
No Cemitério real de Crim
Mãe-d'água a cem passos do Simão Mendes - palácio das Humanidades
recicla-se vidas em cada badalada pendular de Bombeiro
e na torre do controle Concorde a congestionar as pistas
Voos de Pombo a encurtar atlânticos

Hosana a Osvaldo Vieira
Ao piloto que enlouquecera na rota de Bissalanca
Vviva manicómio de Brá
Glória ao pensamento nacional
Em louvor à razão natural
Viva à Pátria Armada
Em defesa do brasão nacional -
Estrela negra no fundo roxo
Até manhã Poilão de Brá!
Até manhã Bissau... Anumbara!


Adão Quadé