
midju di ntudju
ki roson
pa amanha
- ma diparmanha
si arus di suta
bin ka ten na benten
fiansa-di-naris-di-gatu
i na bo - mbombo!
rasta basora
te na kosta[1]
i sin k' n ta ngosta
mposta ka bu kuda
rafinka
na turpesa
bu disdangu
badjudesa
tudu mpustur
k' n na mpustur
i sin ki ta melan - katchur[2]
n na sita kum'bo[3]
na kumbu di polon
diparmanha sedu
bas di serenu
n na mundu' farinha
pa simola[4]
o pa papa pa panga
pa roson
o pa kubamba si bu seta
N.A. - Kunfentu 2001
Lisboa-Viseu
[1] Uma metáfora e jogo de palavras e sentidos. "Rasta" tranças com longos cabelos postiços. Ou melhor, "larga kabelo te na kosta suma basora di midju"
[2]Ami ki katchur; nha katchurndadi. Asin ki ta melan na nha katchurndadi. Apesar de ser "katchur", o sujeito poético deseja uma "badjuda" reservada e modesta e que saiba "rafinka na turpesa", afastando-se de todas as manifestações e ambições que a "badjudesa" no seu meio proporciona.
[3]Ku bo (port. contigo)
[4] mundu [verbo inf. + 2ªp.s. u >(b)u]...comprimir com a mão. Confeccionar. Afarinhar-te; fazer-te farinha para dar em esmola. Simola aqui também é um verbo no infinitivo.
sábado, setembro 23, 2006
Basora di midju
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sábado, setembro 23, 2006
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o sulco da paixão
elevado ao púlpito
do coração
desconcerta-se
apito da razão
arbitrária
torneio da loucura
almas
em procura
põe-se a preço de vaca
sono apunhalado
com uma faca
01.09.05
Adão Quadé
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a sinceridade máxima
perece só quando
perdemos a noção
da integridade espiritual
deito-me sempre em horizontal
e acordo em transversa
lcom tronco
pendurado na lua
com a conivência de um fio
de cabelo
içado pela grua
em cada noite perco
um centímetro
no espaço
sonho a voar
com as asas
do calcanhar
01.09.05
Adão Quadé
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terça-feira, setembro 19, 2006
Soneto

N misti ngabau na Kriol si bu na seta
Lingu mas romantis ki n kunsi
Paki bridju di bu rostu ...sol dal teta
Djamburera di nha noti ku na nansi
Pa n falau... n mistiu dja gos ka ten
N djurmenta ba dja kuma nunka mas
Ma kil bu udju ta dan gana di tcheben
Ku ta keman nha pitu di mampatas
Na djustu di firianta korson
N gasta sola di nha bikera
Uagan djelu na pitu ason
Ku tcheru suabi di bu suris
Pa arnoba fiansa di ka disispera
Sikidu bas di pe di sibi ku nha totis
Abril 2003
Ndongle Akudeta
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segunda-feira, setembro 18, 2006
Tchom bu nganan
Dedicada a "Bambaran di Padidas"
Para a minha amiga Antu "udju di bilas"

n duspidu banda
n sindjidu basan
n maradu sindjidura
n lalu na kandja
bus na kabelu
djaldjali fadjan
kordon i midjidura
kikil-kilin di kaskabelu
n kortadu kasaku
na ris di ndibidi
kustumu iebadu
ratin badjudesa
tchon bu nganan
anel na dedu - sadjo...
mame bu iaran
paki n pustema
nha purbitu
alin n nhani
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quarta-feira, setembro 13, 2006
Mutilação genital feminino

Mutilação genital feminina
Criado em 01 de Agosto 2002
Combater a excisão, mantendo o fanado
Sinin Mira Nassiquê luta contra a MGF na Guiné-Bissau
por: Sofia Branco
A Sinin Mira Nassiquê é uma organização não-governamental (ONG) guineense que se dedica ao combate contra a MGF. Para tal, criou um projecto que tenta convencer as pessoas de que a prática é um problema de saúde pública. Tendo em conta a importância da fertilidade e da maternidade em África, a associação preocupa-se em demonstrar as consequências graves que a MGF pode implicar para a saúde das mulheres e dos seus bebés.
Optando por não defender o fim do fanado, ritual ancestral completamente enraizado em determinadas comunidades, a Sinin Mira Nassiquê criou, ao contrário, um "fanado alternativo", que inclui todos os pormenores da cerimónia tradicional, excluindo a mutilação genital. As duas iniciativas realizadas até agora pela ONG não tiveram uma adesão muito forte, mas neste caso todos os números contam.
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picapau rafinka

turpesa i pa rafinka
pardos no disa tropesa
n guli dja dimás
pabia n ta kala ba
mansesa ntindidu pa tulesa
n findji tulu pa ka rema
ma riu fundu
maron ta rebela
galinha na sangra...
kaminhu lundju
Paulino Cabral
12. Setembro
Lisboa 2006
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sábado, setembro 09, 2006
Para ti da tabanca
| É para ti da tabancalivre e esbelta de corpo e alma entregue à natureza que eu canto este poema Para ti mulher simples de espírito puro sem ambição corpo esbelto sem complexo seios soltos ao longo do peito pés marcados pelo sacrifício braços torturados mãos entregues ao ritmo das enxadas que cantam a verdade no tempo das chuvas Para ti, de olhos esperançosos no que semearás na beleza com que pintarás e florirás terra fecunda é por respeitar a vida que eu te canto porque em ti tudo é vida! Ytchyana, In Momentos Primeiros da Construção |
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quarta-feira, setembro 06, 2006
A Bolama

Cingido pela sombra
Do mangueiro
Esqueci o mundo
Sentei o corpo
na relva,
olhando o mar
Um pescador
deitou
a rede
três
canoas
cortaram
o horizonte
O sol esmorecia
como soprado
pela brisa
ouvi
um merengue
Adormeci…
(e eu que sentia o pesadelo
De viver)
Carlos Semedo, Poemas
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Labutare

05:38 28-01-2003
perder sono para produzir
algo de rentável é salutar
levantar cedo para ganhar o dia
(é) correr de um lado para outro em espiral
preso entre sorrisos de semáforos da via
o meu vício não tem alimento nem acalento
gritar socorro à ambulância que passa
socorro sempre em coro só um soro
rouco um suco de coco guarda as moedas
já nem sequer o tempo se nos espera
um café cheio para alçar fé creio
mereço algo que estimule esta vaidade
padeço de epidemia da assiduidade
prostração da congestão temporal
despertador frustrado coma do sino
o galo agora só canta ao vespertino
sol a esfregar calcanhar no penedo
perdeu o fery-boat do ocaso
ziguezague precipitada da maré
inverno bateu recorde positivo
vai-se ao enterrar o poeta
sem caixão nem distintivo
Adão Quadé
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1ª sinfonia negra

No descanso
não há descanso
Corpo inerte envolto em panos
Descanso eterno
Na casinhola do hospital
Braços que erguem funestos
Repousam sobre as cabeças
De lenços apertados
O desespero ordenha os olhos
Dos corpos que se dobram
Em trambolhão de homenagem
Na casinha onde os mortos descansam
Da Primeira Sinfonia Negra
Há um maestro sempre ausente – Morte
Ironia dó e aflição fatais
Inspiram o coro (in)convencional
Cada um invocando a própria mãe
Bombolons reclamam vida e recordam
Alma volúvel!
Entre partir e voltar
Maca improvisada ou caixão
No solo se abre a casinha definitiva
Animais e licores custeiam o funeral
Félix Sigá,
In Antologia Poética da Guiné-Bissau
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quarta-feira, setembro 06, 2006
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Etiquetas: Féliz Sigá, Guiné-Bissau, poesia
Puti di mel

No garandi mbanka
na gamel di muni
ku faimadesa
pa leteti
sobra mininu ka ten
ma kuma ardansa kaba
nhulai gasidjantadu disna
na pe di kabelu
baguera k’ seba
na mermeri
ké di bu feretcha – flaka
ké di bu un bala – pupa
ké di bu kumbu – djugta
ké di bu bida – topoti
- n ka dau tabaku!
Ma
palabra
di mundu…
mudju ku falta
na kabas
di kuntangu
Ndongle Akudeta
11:55 26.06.06
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segunda-feira, setembro 04, 2006
sexta-feira, julho 21, 2006
Obulum
OBulum um espaço de reflexão sobre a Guiné-Bissau de Nelson Constantino Lopes
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Rio Geba
Um blog para consultar, indispensável para quem, como Waldir Araújo, vai ao Rio Geba em busca da inspiração.
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Ndongle Akudeta
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sexta-feira, julho 21, 2006
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