
Alma alada no transtejo
tempo afogado na bajulação de um beijo
o murmúrio das acácias inquietações do vento
história reescrita em versos estranhos
sincopando o fio da narração
com a navalha de pedra polida
em voz do desencanto
na solidão solene aceito o convite da deambulação
percorrendo a longa avenida deixo a poesia na estação
para marcar o anseio de uma velha paixão
na alameda do tejo
escrevo com a tinta da brisa
nas curvaturas lineares das ondas
o desejo de um beijo teu
almada
alma alada
no transtejo
na alameda do tejo
inscrevo o meu desejo
já não viajo lisboa
a tempo (e nunca de lá saí)
perco sempre o ferry-boat
o poeta é intemporal
e o teu amor vendaval
amanheço no porto da eternidade!
Adão Quadé
Almada, 02.10.06 03:30
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Sábado, Março 21, 2009
Alma Alada
Publicada por
A.Quade
em
Sábado, Março 21, 2009
Etiquetas: adão Quadé, almada, poesia
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1 comentários:
Figa canhota! Não te exageres com tanta armadura de palavras para encantar as musas do Tejo. Qualquer dia experimento atravessar o Tejo de Ferry-boat para contemplar a beleza desta paisagem aqui transcrita em som do vento com laivos de amor e desespero, de tentações e inquietudees com um temperamento melancólico tranquilizante na expectativa de trilhar as emaranhadas teias labirínticas do sonho transpostas à luz do real sincopado em ritmos de poesia transversal e transatlântica.No "Tejo" há sempre um "desejo". E o poeta sugeriu logo um "beijo" à amada, no outro lado do rio, em Almada onde voa (alada) alma.
Homem de Oliveira Carvalho
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