sábado, setembro 09, 2006

Para ti da tabanca


É para ti da tabancalivre e esbelta
de corpo e alma entregue à natureza
que eu canto este poema

Para ti mulher simples
de espírito puro sem ambição
corpo esbelto sem complexo
seios soltos ao longo do peito
pés marcados pelo sacrifício
braços torturados
mãos entregues ao ritmo das enxadas
que cantam a verdade no tempo das chuvas

Para ti, de olhos esperançosos no que semearás
na beleza com que pintarás
e florirás terra fecunda
é por respeitar a vida
que eu te canto
porque em ti tudo é vida!

Ytchyana, In Momentos Primeiros da Construção

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