terça-feira, julho 18, 2006

Venha Oco Ave



(Ao Embaixador João Agusto de Médicis - CPLP)


Verga-se intensivamente a enxada nas lavras de batata-doce
escorregamos finalmente de repente no derradeiro semeio

no meio de tudo onde nimba canta a cultura próspera
há vultos à volta do campo carregados de baques do mocho
a lamentar tristemente a estadia das pragas no punho das foices

O homen da terra trovador da bonança voz de rouxinol - desespero
cai em gotas de luto troveja a dor relampeja a chuva negra - choro
o bombolom num coro similar acompanha o ritual fúnebre - pranto

A língua braços do mar por onde flutuando retira-se ao convento
vem agora na nobre hora a notícia de que a nova da morte
é na verdade a morte - pouca sorte

e venha oco ave!

Adão Quadé
15.04.04

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