
(Ao Embaixador João Agusto de Médicis - CPLP)
Verga-se intensivamente a enxada nas lavras de batata-doce
escorregamos finalmente de repente no derradeiro semeio
no meio de tudo onde nimba canta a cultura próspera
há vultos à volta do campo carregados de baques do mocho
a lamentar tristemente a estadia das pragas no punho das foices
O homen da terra trovador da bonança voz de rouxinol - desespero
cai em gotas de luto troveja a dor relampeja a chuva negra - choro
o bombolom num coro similar acompanha o ritual fúnebre - pranto
A língua braços do mar por onde flutuando retira-se ao convento
vem agora na nobre hora a notícia de que a nova da morte
é na verdade a morte - pouca sorte
e venha oco ave!
Adão Quadé
15.04.04
terça-feira, julho 18, 2006
Venha Oco Ave
Publicada por
A.Quade
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terça-feira, julho 18, 2006
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