
talbes padidur di bu fidjus
talbes kebradur di bu kopu
talbes rombadur di bu porta
ma suma mi bu ka na odja
kin ku na kanta bu nobresa
bas di tchuba bas di serenu
kin ku na djamu bu badjudesa
korson seta nguli tudu koldadi di benenu
bu pudi sardia kuma ku bu ntindi
ma seta kuma...un dia
alguin neni bu fiu-manha na si ragas
djidiu toka dondon baloberus punta ke ku ten
sibi son kuma
suma mi bu ka na otcha
Ndogle akudeta
04-06- 06
segunda-feira, junho 05, 2006
suma mi bu ka na odja
Publicada por
A.Quade
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segunda-feira, junho 05, 2006
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2 comentários:
A fala do poeta é eterna. Só através da sua linguagem é que alcançamos a eternidade pois ela perpetua-se nas nossas entranhas deixando correr o laivo da sua mensagem percorrendo todas as veias no diapasão de um fio harmonioso que refresca a nossa memória. A memória da palavra a magia da língua. O nosso Crioulo, o Guineense, só alcançará este patamar se um dia possuirmos esta tomada de consciência, elevarmos ao púlpito da exaltação do valor cultural o que nos é altamente particular, transpô-lo para a poesia, acima de tudo, que é a locomotiva da linguagem mais fluente e eficaz na condução e transmissão do mistério de uma cultura rumo a perpetuidade através da sua função de expressar o sentimento e a emoção na fala original do poeta em comunhão com os leitores-destinatários.
Voltando ao poema, quero com isso frisar a expressão quase escultórica ou tumular em que se lapidam em epigrama o testamento literário do poeta. Aqui, pelo menos um dia, o amor foi cantado de forma sublime e platónica onde o desejo material de uma relação é posto de lado(o ritual quotidiano do lar, as desavenças do casal discussões que levam a briga, que muitas vezes acabam em "quebrar copos", "arrombar a porta";tudo isso na tentativa se salvar casamento cujo o fim é "parir filhos" ou seja a multiplicação da espécie através da reprodução.
Porém, 0 nome da amada, aqui subentendida, tem um passaporte garantida para a longevidade, pois o seu nome será cantado sempre no poema onde a sua beleza, na flor da juventude, entre rosas e primaveras, constituíram o objecto da inspiração lírica do eu apaixonado.
Essa garantia de se constar entre as linhas declamatória do verbo no espaço público na voz da adolescência que se vão procurando inspiração na fonte amorosa onde o poeta bebeu o "veneno" da paixão destilada na taça do amor divino" requer uma recompensa. Algum reconhecimento - mesmo que tardiamente, na ausência física do amante - pois ela não encontrará em lado nenhum a voz que a cantará "bas di serenu" ou "bas di tchuba",de igual molde com aquela que ritmado de "dondon" fez ecoar na mais requintada pausadas dos deuses o que fez"baloberus punta ke ku ten" (último verso da terceira estrofe).
Esse dom divino de doar a alma imortal a ente terreno que vai- se imortalizando na transfiguração da sua beleza sublimada espiritualmente é, como a própria poesia em crioulo, retribuída pela voz popular que a vai espalhando no ar a partir dos saraus e de momentos de suspiros em que não deixaremos de exprimir o sentimento e a emoção.
Homes de Olveira Carvalho
Gostei deste poema, pela sequência armónica dos seus versos e porque transpira a amor não correspondido, mas orgulhoso e satisfeito pela entrega unilateral.
Muitos persistem em escrever o crioulo fundo (Pouco usual), pouco entendido e complicado.
O poeta Akudeta está de parabens, é esta a força e o lirismo do crioulo da Guiné-Bissau.
Luis Anibal
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