Segunda-feira, Novembro 19, 2007

Rekadu di Kikia




di kuma
kil alma
ku padid
u
mortu

i torna
muri mas bibu
i na ramanga
na moransa




Por:
António da Costa
Aretch Thiès,

1 comentários:

A.Quade disse...

Um poema que serviu de porta-estandarte a movimento que se viu a nascer em Thiés na tentativa de animar e fortalecer a moral dos guineenses refugiados na cidade senegalesa setenta quilómetros de Dakar, a capital.

Thiés uma cidade culturalmente marcada pela vestígios civilizacionais da resistência e defesa dos interesses comum do Kayor contra a ocupação colonial francesa.

Thiés é a via de comunicação do Senegal para com o mundo fora através dos seus caminhos-de-ferro.

Isso fizera de Lat Dior Diop, o "Damel" do Kayor(1862) a contituir-se em objecto de admiração e de perseguição pela sua destemida coragem em enfrentar os franceses opondo-se a construção de linha férrea que ligava Dakar e Saint-Louis.Em 1886 morre na batalha de Dhkele. Lat Dior é hoje considerado, no Senegal, um herói nacional.


A sua sageza e tenacidade no combate consolidaram o seu carisma pela mensagem divina que profetizava junto dos seus seguidores à volta da confraria muçulmana fundada por ele: Tidiane.

1998.Thiés aceitou nos hospedar, na mesma bantabá despensando-os a vasta e mítica arena onde ao rei de Kayor reforçou o seu poder contra os fraceses em 1870.

O maior gesto que podemos fazer neste momento é agradecer a "Mame" Thiés pela coragem, o fôlego e a garra, o canudo forte que nos assinou na afirmação de uma mentalidade cultural madura e fértil mas contagiante e o recado da kikia é toda a poesia no seu estado mais animalesco cheirando a barro da terra molhada, o sabor da madrugada, a música fúnebre, o prenúncio da ressureição, a iniciação da palavra no ritual nghaié. “Djerdef Tchés firma tcham!”

Adão Quadé