Onde mora o sofremento
a inspiração se acalenta
o fogo em condimento
tempera a garganta
por debaixo das cinzas
arde o fogo coagulado
em chamas da revolução
Adão Quadé -Thiés 98
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a inspiração se acalenta
o fogo em condimento
tempera a garganta
por debaixo das cinzas
arde o fogo coagulado
em chamas da revolução
Adão Quadé -Thiés 98
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A monotonia das esteiras
sepultaram o meu corpo nas estrelas
com as cadências báquicas de gafanhotos
acordei imune a todas as lamentações
conspirei os dados na torre das bênções
brisas assobiando o hino nas acácias
silenciaram o meu envolvimento por votos
no tumulto sacudido pelo buzinar do comboio
guardado pelos embondeiros nas linhas férreas
Thiès mulher honrada mãe de duas mamas
árvore protectora das longas raízes africanas
mereces descansar no íntimo do meu sonho
Acolhedora nos teus gestos fora de hora
vejo-te trabalhadora incansável a cultivar
harmonias nas paredes das tuas entranhas
onde em grãos de centeio semeei um verso
na nuca do vento a mensagem é toda poesia
que se imprime nas mantas cinzentas e no gesso
que embrulham as almas inflamadas pelo regresso
as tuas ancas de antílope desenham a estética em envelope
e o leite que se bebe no copo é sangue em arrepio
profissão do baptismo a redenção dos mortos
alistamo-nos prontos ao tinir da sirene na oficina da vizinha
Abre-se a porta e marchamos sob o apito do Kayor
e o sol nos guiará na linha do progresso. Está calor!
espalham-se os cravos nas manhãs da emancipação
e brindamos com a tua lição em nome da geração
Adão Quadé
23.04.2002
sepultaram o meu corpo nas estrelas
com as cadências báquicas de gafanhotos
acordei imune a todas as lamentações
conspirei os dados na torre das bênções
brisas assobiando o hino nas acácias
silenciaram o meu envolvimento por votos
no tumulto sacudido pelo buzinar do comboio
guardado pelos embondeiros nas linhas férreas
Thiès mulher honrada mãe de duas mamas
árvore protectora das longas raízes africanas
mereces descansar no íntimo do meu sonho
Acolhedora nos teus gestos fora de hora
vejo-te trabalhadora incansável a cultivar
harmonias nas paredes das tuas entranhas
onde em grãos de centeio semeei um verso
na nuca do vento a mensagem é toda poesia
que se imprime nas mantas cinzentas e no gesso
que embrulham as almas inflamadas pelo regresso
as tuas ancas de antílope desenham a estética em envelope
e o leite que se bebe no copo é sangue em arrepio
profissão do baptismo a redenção dos mortos
alistamo-nos prontos ao tinir da sirene na oficina da vizinha
Abre-se a porta e marchamos sob o apito do Kayor
e o sol nos guiará na linha do progresso. Está calor!
espalham-se os cravos nas manhãs da emancipação
e brindamos com a tua lição em nome da geração
Adão Quadé
23.04.2002



1 comentário:
as palavras ganham sua beleza...kuando encontram sua realidade...ou tem realiade..bonito blog....
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