
Debruçado no ombro de um verso amigo
a depositar o peso rotineiro
do existencial castigo
embriaguei-me ao calor da áfrica
perfume cinza-rubro da guiné
contemplei o penteado do geba
beijando pindjiguiti deleitável
ondas batendo asas
no batente do meu coração
vi brotar a paz nas alturas
andorinhas construindo ninhos - com carinho
nas profundezas pacíficas do oceano
moldura musical de pombas
trombeteando sinfonia de estrelas
no jazz pulaar de kaabu que harmoniza
o balafong do meu coração
melodia das cigarras –korá
no paraíso idílico da ostentação
divórcio no canal de suez
bomba anti-panafricanista
abominação negro-genética
celeuma do destino ocidental
- áfrica rainha virgem desonrada!
ansiei a azeitona preta do meu pomar
chabéu que me levava à cachéu
deixo flutuar no ar o chapéu
para testemunhar às ondas do mar
à sombra do céu sem véu
o divórcio intestinal do poeta
que o tempo fez réu
Adão Quadé
quinta-feira, maio 25, 2006
Ansiedades
Publicada por
A.Quade
à(s)
quinta-feira, maio 25, 2006
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

1 comentário:
A África tem que se esforçar mais ultrapassando as barreiras a que se foi imposta pelo sistema colonial. Temos potencialidade a um dia vencer todas as vicissitudes que operas nas nossas entranhas. Temos que ter a fé de um trilhar....!
Publicar um comentário