
De repente o telefone tocou
do outro lado do portão...
pediram-me
o passapote
do coração
como se lenitivo
para sanar
a irresponsabildade
de um amor estagnado
no patamar do distanciar
há uma onda de telepatia
a ignizar no firmamento
não sei se tenho que
responder
pela mesma moeda
ou fingir que já é outro dia
no amor existe esta teia
de disentendimento
que se desfia
lentamente
na tela feita de veia
até
se deluir
no labirinto
do coração
a pura arte
do amar
fingindo
nó do sofrimento
atado no cotovelo da lua
Coração
cidadão
clandestino
guiado pelo sopro desatinado
da flauta do destino
Passaporte
perguntem
ao vento
(sei lá se o tem!)
Adão Quadé
12.04.2006
P.S:
São 07:48 da manhã e peço o silêncio
e... entre os livros empoleirados no pó das prateleiras
encontro um de poesia intitulado Passaporte do Coração,
de Ana Mafalda Leite, onde se lê em voz alta volitanto com"As asas sem rumo"
pergunto-me
que passaporte é necessário para chegar ao coração
que visto ou certificado que senha ou passe
a que abracadabra
ou que carimbo mágico
acendem os círculos
acham a sua terra
terra prometida
atlântida e sonho
eu que tenho asas e vou sem rumo
quarta-feira, abril 12, 2006
passaporte do coração...
Publicada por
A.Quade
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quarta-feira, abril 12, 2006
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4 comentários:
Djitu ka tem... N Pilum di Bas garandis kontaba dja : kin ku ka mama pa i sinata.
Si kontra bu djudju na molisi
anta...libra polon di si bentu
paki si lans misti raganha
djustisia i ka di es mundu
disa tempu fasi si maranha
amanha na bin dau roson
poeta i fidju-di-os
padidas ta bim padi tambe fidalgu
si amanha bin bin mansinu
na moransa di udju reguilido
ai ndesan
A.Quade!
Olha, meu... Há quadros mais esbeltos no Hades...Eu..eh...!
Deixa o amor circular na morança à sua maneira. Na há trovão que impeça o cântico da sereia no alto mar nem sol que emudeça o chilrar do rouxinol na Primavera. Faço-te vénias sem receio de elevar o espírito do vate que poisou em ti...És dentre os trovadores que cantaram o amor perdido o que tange mais a lira de forma a acordar as musas para festejarem contigo a festa báquica da poesia. A chama do amor sepultado no panteão da deusa Vénus... Quiçá, um dia no teu túmulo a madrugada cantará a feição do amor mais puro e sublime.
Eh pá!
tu não gostas de mim.
acho que me queres é ver-me condeno ao sofrimento. o Poeta trem por direito gozar entre a fantasia das pétalas das flores do jardim e o aroma da manhã, o encanto da Primavera ritmado pelo canto das aves....
Mas quando nos é vedada esta possibilidade de regozijarmos da fortuna que o tempo nos legou, não merecemos nada senão cantar um amor desiludido, um coração despedaçado, um cidadão com identidade forçada desfarçando sob a capa de um mendigo na porta da igreja onde se salmodiam a reconciliação da alma com a carne na ressureição pascal.
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