sábado, fevereiro 18, 2006

canto à mulher amada


sinto a amrgura de te perder nesta vontade maldita
meu coração desfalece enquanto a noite te canta
tu que eras em mim a flor
porque te vais deixando sangrar o amor?

partiste deixando a melancolia
a ternura consome o coração
a dor mistura~se com a nostalgia

sobre estas lágrimas paradas tecestes a peneumbra
voastes como um pássaro ferido lenado em ti a aurora
falsa esperança esta
considerada sem meta

Helder Proença

1 comentário:

Anónimo disse...

Percebe-se aqui,claramente, o estado anímico do poeta debatendo-se perante uma situação de inesperada e indesejada separação da sua amada. um fardo insuportável que vai "sangrar o amor" pois serão evidentes os traços da melancolia projectadas pela nostalgia de um dia feliz vivido ao lado da sua ente amada.Momento esse longínquo e de difícil alcance pois, a sua recuperação ou seja a reaproximação dos amantes, o reacender de chama da paixão na comunhão das almas na inesquecível "noite" coroada de "flor" onde se cantava o amor. Agora no íntimo do poeta só resta as manchas de "dor" deslisando num manancial de "lágrimas". Caudal de um coração "ferido".