nas profundezas
da alma
um mar morto
na mortalha
de um pensar
absorto
repousa stressante
um terramoto
no lençol prateado
de calor e sal
na massa cinzenta
da lama
na ternura
de um corpo anzol
corais
e tarrafes opõem-se
em entraves
não há travão
no porão
sonhar catapultado
em trovão
estrelas-do-mar
remedando âncoras
para estancar
o fluxo repudiante
das ondas camuflando
em ânforas
o sorriso das brisas
escaldantes
no conluio
da noite de lua cheia
Adão Quadé
02.06.05
sexta-feira, dezembro 23, 2005
Imitação noturna
Publicada por
A.Quade
à(s)
sexta-feira, dezembro 23, 2005
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